ABE

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== Associação dos Burros Esforçados ==
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ABE = '''Associação dos Burros Esforçados'''
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Descrição histórica da fundação da ABE, feita por seu presidente vitalício Haroldo Luiz Rosa:
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Gloriosa associação daquelas infelizes criaturas de inteligência normal mas que, por se esforçarem muito, acabam passando no vestibular do [[ITA]] e tendo que conviver com os gênios da escola. Alguns associados, para gáudio dos inimigos da cultura, conseguem até mesmo obter o diploma de Engenheiro!
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Eram 3h:20 min da manhã de um dia qualquer no H8 e mais uma tentativa infrutífera de entender o que estudávamos se desenrolava. Àquela altura da jornada, aprender o suficiente para um “errezinho menos” já estava de bom tamanho (seguindo a máxima de Eugênio Maria de não desperdiçar gagá). O Raul tentava entender uma passagem de um racional qualquer, que eu já havia desistido há muito. Eu só queria terminar de ler as cópias do caderno do Donizete e anotações minhas mal feitas, para “salvar alguma coisa…”. Insistíamos, é verdade; porém, à medida que as horas passavam, convencíamo-nos de nossa total incapacidade para entender o que nossos notáveis mestres esforçavam-se em ensinar. Em um determinado momento, paramos para refletir sobre a situação, na tentativa de arranjar desculpas ou justificativas para a “burrice”, e nada mais natural do que traçar comparações. Assim, começamos analisando o desempenho de alguns colegas e o seguinte diálogo (ou algo parecido) desenvolveu-se:  
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Segue a descrição histórica da fundação da [[ABE]], feita por seu presidente vitalício [[Haroldo Luiz Rosa]] ([[AER]]-[[Turma de 1983|83]]):
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- … o Guy não! Ele não vale como referência… O cérebro dele “funciona digitalmente” (você não prestou atenção como é pequenino e veloz). Já o nosso é totalmente analógico.  
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Eram 3h:20 min da manhã de um dia qualquer no [[H8]] e mais uma tentativa infrutífera de entender o que estudávamos se desenrolava. Àquela altura da jornada, aprender o suficiente para um “errezinho menos” já estava de bom tamanho (seguindo a máxima de [[Eugênio Maria dos Santos Teixeira|Eugênio Maria]] de não desperdiçar gagá). O Raul tentava entender uma passagem de um racional qualquer, que eu já havia desistido há muito. Eu só queria terminar de ler as cópias do caderno do [[Donizeti de Andrade|Donizeti]] e anotações minhas mal feitas, para “salvar alguma coisa…”. Insistíamos, é verdade; porém, à medida que as horas passavam, convencíamo-nos de nossa total incapacidade para entender o que nossos notáveis mestres esforçavam-se em ensinar. Em um determinado momento, paramos para refletir sobre a situação, na tentativa de arranjar desculpas ou justificativas para a “burrice”, e nada mais natural do que traçar comparações. Assim, começamos analisando o desempenho de alguns colegas e o seguinte diálogo (ou algo parecido) desenvolveu-se:
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- Que tal o Lucentão?  
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- … o [[Guy Cliquet do Amaral Filho|Guy]] não! Ele não vale como referência… O cérebro dele “funciona digitalmente” (você não prestou atenção como é pequenino e veloz). Já o nosso é totalmente analógico.
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- Que tal o [[Rodolpho de Lucente Filho|Lucentão]]?  
- Sei lá! Se eu tivesse metade das atividades extracurriculares que ele tem eu já teria sido desligado. Temos que imaginar um cara que se pareça com a gente…  
- Sei lá! Se eu tivesse metade das atividades extracurriculares que ele tem eu já teria sido desligado. Temos que imaginar um cara que se pareça com a gente…  
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- Tá bom, e o Winand?  
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- Tá bom, e o [[João Marcos Winand|Winand]]?  
- Pôrra, a tranqüilidade do cara é uma estupidez. Mesmo que ele não tenha estudado nada, ele arrumará uma forma de se virar (às vezes inspirado na Kripta).  
- Pôrra, a tranqüilidade do cara é uma estupidez. Mesmo que ele não tenha estudado nada, ele arrumará uma forma de se virar (às vezes inspirado na Kripta).  
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- “Burro, porém esforçado” não deixa de ter o seu mérito e acho que devíamos buscar adeptos para esse grupo de indivíduos que não foram abençoados por Deus com inteligência extraordinária, mas são obstinados (além de pretensiosos).  
- “Burro, porém esforçado” não deixa de ter o seu mérito e acho que devíamos buscar adeptos para esse grupo de indivíduos que não foram abençoados por Deus com inteligência extraordinária, mas são obstinados (além de pretensiosos).  
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- Uma boa maneira é criar uma Associação! A Associação dos Burros Esforçados. A partir desse momento, empreendemos a primeira ação no sentido de forjar tão nobre associação: a criação de um “logo”. É claro que não conseguíamos sequer esboçar um arranjo de letras e imagens que captassem a essência, as crenças, a missão, os princípios fundamentais daquela potencial agremiação. As horas passaram e os primeiros raios de sol despontaram. Mais uma noite em claro, baixo nível de aprendizado, mais um “I” ou “D” para o meu histórico escolar e Raul e eu às gargalhadas. Nesse momento surge o Baulé no meu quarto, curioso sobre o motivo de tantas risadas, pois encontravamonos às vésperas de uma daquelas provas. Mediante uma rápida descrição do que ocorrera, o Baulé sugere o irmão dele (que fazia arquitetura e desenhava bem) para desenvolver o “logo”. Discutimos durante poucos minutos sobre quais seriam as características básicas do “logo” e um único requisito para a criação surgiu: o burro tinha que ter a expressão de pretensioso. O irmão do Baulé desenvolveu de maneira genial todas as propostas (salvo engano eram três). Escolhemos aquela que todos conhecem e que nunca foi devidamente reproduzida.
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- Uma boa maneira é criar uma Associação! A Associação dos Burros Esforçados. A partir desse momento, empreendemos a primeira ação no sentido de forjar tão nobre associação: a criação de um “logo”. É claro que não conseguíamos sequer esboçar um arranjo de letras e imagens que captassem a essência, as crenças, a missão, os princípios fundamentais daquela potencial agremiação. As horas passaram e os primeiros raios de sol despontaram. Mais uma noite em claro, baixo nível de aprendizado, mais um “I” ou “D” para o meu histórico escolar e Raul e eu às gargalhadas.
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Nesse momento surge o [[Alexandre Baulé|Baulé]] no meu quarto, curioso sobre o motivo de tantas risadas, pois encontravamo-nos às vésperas de uma daquelas provas. Mediante uma rápida descrição do que ocorrera, o Baulé sugere o irmão dele (que fazia arquitetura e desenhava bem) para desenvolver o “logo”. Discutimos durante poucos minutos sobre quais seriam as características básicas do “logo” e um único requisito para a criação surgiu: o burro tinha que ter a expressão de pretensioso. O irmão do Baulé desenvolveu de maneira genial todas as propostas (salvo engano eram três). Escolhemos aquela que todos conhecem e que nunca foi devidamente reproduzida.
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[[Glossário]]
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Edição atual tal como 14h31min de 9 de dezembro de 2010

ABE = Associação dos Burros Esforçados

Gloriosa associação daquelas infelizes criaturas de inteligência normal mas que, por se esforçarem muito, acabam passando no vestibular do ITA e tendo que conviver com os gênios da escola. Alguns associados, para gáudio dos inimigos da cultura, conseguem até mesmo obter o diploma de Engenheiro!

Segue a descrição histórica da fundação da ABE, feita por seu presidente vitalício Haroldo Luiz Rosa (AER-83):

Eram 3h:20 min da manhã de um dia qualquer no H8 e mais uma tentativa infrutífera de entender o que estudávamos se desenrolava. Àquela altura da jornada, aprender o suficiente para um “errezinho menos” já estava de bom tamanho (seguindo a máxima de Eugênio Maria de não desperdiçar gagá). O Raul tentava entender uma passagem de um racional qualquer, que eu já havia desistido há muito. Eu só queria terminar de ler as cópias do caderno do Donizeti e anotações minhas mal feitas, para “salvar alguma coisa…”. Insistíamos, é verdade; porém, à medida que as horas passavam, convencíamo-nos de nossa total incapacidade para entender o que nossos notáveis mestres esforçavam-se em ensinar. Em um determinado momento, paramos para refletir sobre a situação, na tentativa de arranjar desculpas ou justificativas para a “burrice”, e nada mais natural do que traçar comparações. Assim, começamos analisando o desempenho de alguns colegas e o seguinte diálogo (ou algo parecido) desenvolveu-se:

- … o Guy não! Ele não vale como referência… O cérebro dele “funciona digitalmente” (você não prestou atenção como é pequenino e veloz). Já o nosso é totalmente analógico.

- Que tal o Lucentão?

- Sei lá! Se eu tivesse metade das atividades extracurriculares que ele tem eu já teria sido desligado. Temos que imaginar um cara que se pareça com a gente…

- Tá bom, e o Winand?

- Pôrra, a tranqüilidade do cara é uma estupidez. Mesmo que ele não tenha estudado nada, ele arrumará uma forma de se virar (às vezes inspirado na Kripta).

- É, não adianta, não encontraremos explicações convincentes para o que acontece com a gente (isso depois de ter analisado o desempenho de pelo menos 30 “elementos”). Por outro lado, caso aconteça o pior (desligamento ou necessidade de trancamento), ninguém poderá nos acusar de “vagabundice”. Somos BURROS, PORÉM ESFORÇADOS!

- “Burro, porém esforçado” não deixa de ter o seu mérito e acho que devíamos buscar adeptos para esse grupo de indivíduos que não foram abençoados por Deus com inteligência extraordinária, mas são obstinados (além de pretensiosos).

- Uma boa maneira é criar uma Associação! A Associação dos Burros Esforçados. A partir desse momento, empreendemos a primeira ação no sentido de forjar tão nobre associação: a criação de um “logo”. É claro que não conseguíamos sequer esboçar um arranjo de letras e imagens que captassem a essência, as crenças, a missão, os princípios fundamentais daquela potencial agremiação. As horas passaram e os primeiros raios de sol despontaram. Mais uma noite em claro, baixo nível de aprendizado, mais um “I” ou “D” para o meu histórico escolar e Raul e eu às gargalhadas.

Nesse momento surge o Baulé no meu quarto, curioso sobre o motivo de tantas risadas, pois encontravamo-nos às vésperas de uma daquelas provas. Mediante uma rápida descrição do que ocorrera, o Baulé sugere o irmão dele (que fazia arquitetura e desenhava bem) para desenvolver o “logo”. Discutimos durante poucos minutos sobre quais seriam as características básicas do “logo” e um único requisito para a criação surgiu: o burro tinha que ter a expressão de pretensioso. O irmão do Baulé desenvolveu de maneira genial todas as propostas (salvo engano eram três). Escolhemos aquela que todos conhecem e que nunca foi devidamente reproduzida.


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