Affonso Henriques Corrêa Dias

De wikITA

1963


O colega Affonso, da Turma de 1963, faleceu em 14/7/1998.


Depoimentos de colegas da T63

Amadeu:

Quando o Affonso chegou de Pelotas mostrou um mapa da cidade de São Paulo que sua mãe lhe havia entregue temendo que ele não conseguisse chegar à estação de Onibus Passaro Marrom – em 1959 ela ficava na Av. Rio Branco. Segundo ele, o mapa pertencera ao seu avô que o comprou ao chegar de Portugal por volta de 1920. Se tivesse dependido daquele mapa ele não iria chegar ao ITA.

Durante o curso todo o Affonso raramente tomava café da manhã. Nós todos saíamos e ele ainda ficava deitado. Chegava no último minuto na sala de aula.

Convivi com o Affonso por 5 anos. Como já foi comentado por vários colegas no grupo de e-mails Itaturma63, o Affonso jamais perdia o bom humor.

Foto mais recente

Edmur:

As garotas joseenses gostavam de fazer conosco reuniõezinhas e bate papos, certamente na esperança de encontrar seu príncipe. O Affonso costumava chamar tais encontros de "lance social", embora ele próprio não fosse muito frequente neles. Ele era uma figura maravilhosa que tenho na memória com muito carinho. Fazia muita graça e piada com tudo e também com suas próprias situações. É incontável o número de situações gaiatas vividas por ele, com um vexame em boa parte delas. Entre nós era de praxe "acordar" a cerveja, que consistia em dar um piparote no meio da garrafa com o cabo da faca que fazia subir a espuma, ou seja, ela "acordava".  Todos faziam isto, principalmente o Affonso, que era um exímio copo. Nunca tivemos um problema. Pois num "lance social" com a fina flor da sociedade joseense ele foi fazer seu ritual e não deu outra, quebrou a garrafa. Lambança total e um vexame horroroso que ele próprio se encarregava de divulgar com sua alegria.


Ciampi:

O Affonso era muito inteligente. Eu me lembro que ele tinha um caderno único que se intitulava “Todas as matérias“.


Edmur

Em certas situações o Affonso achava que um só palavrão não resolvia. Tinha que ser um monte deles. Então engatávamos uma "fieira" de palavrões e impropérios, normalmente começando com o pqp (obviamente não vou escrever o resto)...


Nivaldo

...e também inventava alguns. Numa ocasião ele apareceu, tirado de não sei de onde, com um tal de 'manátibus' que ficava repetindo, dia e noite, manátibus, manátibus que, em pouco tempo, contaminou todos. E o 'manátibus' ficou (até hoje) incorporado ao nosso vocabulário.



Com seus colegas de apto. Amadeu, Jayme e Tobias
Desenho do Nivaldo na década de 1980
Com Tobias, Sérgio e Andreazza em Andrews, USA

Turma de 1963

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