Baile do Besouro

De wikITA

O Baile do Besouro tradicionalmente marcava o fim do período de trote no ITA.

Nos eventos iniciais foi grafado como Baile do Bezouro só tendo a grafia sido corrigida no final dos anos 50

Abaixo o convite para o evento de 1954, que marcou o início desta tradição de eventos promovidos pelo CASD:






O Baile do Bezouro marcava o fim oficial do trote dos novos alunos e a admissão solene ao corpo de alunos do ITA.

O nome fazia alusão à quantidade imensa de bezouros existente no campus, motivo de muitos trotes individuais que requeriam a coleta de baldes do inseto para satisfazer os instintos mais primitivos (copyright R. Jefferson...) dos veteranos...

Cada bicho convidava um veterano para ser seu padrinho na cerimônia que se iniciava com uma procissão à luz de velas conduzidas pelo bicharal sadio cantando a inefável Cova Dela, e ainda envergando sua placa e a gravata borboleta oficiais.

A cerimônia tinha como final festivo a remoção desses símbolos e sua substituição pelo distintivo (nome antigamente usado para o chamado pin, de hoje em dia...) dourado do ITA e uma troca generalizada de abraços entre todos os ex-bichos e veteranos. Pura emoção!

Capa do convite Baile do Bezouro da Turma de 1960
Interior do convite do Baile do Bezouro de 1956.

Cenas do Baile de 1956 com os "bixos" da Turma de 1960: O segundo da esquerda para a direita de gravata borboleta é o Decio Fischetti (AEROV-60)






Em depoimento ao Jornal AEITA nº 107 de maio de 2014 o Carlos Luiz Peiter, um dos organizadores do evento de 1959 com o bixaral da Turma de 1963, conta detalhes daquele evento:

“Na época, eu era o Diretor Social do CASD, e o saudoso Sérgio Buarque Quintaes, o Freijó, o vice-diretor.

O convite foi obra do então meu companheiro de apartamento, Aggeu Barthen Barbeitas, o Combogó, um dos que mais colaboraram na realização deste baile. Estou em dúvida: foi obra do Aggeu ou do Maurício Prates de Campos Filho? Vou checar.

Outros colegas do mesmo apto, o 323 do H8C, também foram muito ativos. A saber os saudosos Mário de Medeiros Bethlem, o Voluntário, futuro presidente da IBM, Celso de Oliveira Nascimento, o Pois-Pois, trágico passageiro do Voo da VASP que colidiu no Morro Nova Caledônia em 1963. Celso, carioca de Marechal Hermes era engenheiro do CPD da Vale do Rio Doce, em Vitória por ocasião do acidente.

Para esse baile contratamos a Orquestra de Pocho, um argentino radicado em São Paulo. A crooner era ótima. Peguei carona no ônibus deles de volta para São Paulo, pois tinha que pegar um voo para Santa Catarina. Na época as orquestras favoritas da galera eram o Biriba Boys, do Serginho Weiss, de SJC e a Orchestra do italiano Henrique Simonetti. Mas eu pretendia sair da mesmice.

O H13 estava vazio, ainda sem ocupação e nós, com os caminhões da Aeronáutica povoamos o salão com 120 mesas e 480 cadeiras, todas emprestadas do Tênis Clube e da Associação. O Baile foi um sucesso.”




Dez anos depois, em 1969, o baile já se chamava Baile do Bicho e a orquestra foi o mesmo Pocho e seu conjunto como atesta o fac-símile do convite reproduzido abaixo. Só não temos informação se a crooner ainda era a mesma de dez anos antes.


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