Câncer

De wikITA

Diz-se daquele que capricha muito no que faz produzindo um trabalho ou lista de exercícios muito melhor do que aqueles entregues pelo restante da turma que assim fica com a nota prejudicada. Por extensão, o trabalho feito por este indivíduo ou um trabalho realmente excepcional.

Desenho do Xixo, digitalizado pelo Dalmás no qual Patus, ao ver uma Série de Exercícios super bem resolvida exclama "Assim não dá, o Jun é o maior canceroso!". Enquanto isso, um não-iteano entende a expressão de forma literal e equivocada.

A pitoresca origem do termo foi levantada na Itanet.

Camilo Kiyoshi Yamagishi (ELE-81) e Jorge Morais Bouhid (MEC-81) deram aula de Computação para a Turma de 1985.

Houve um LAB de computação cuja tarefa era desenvolver, em cartões perfurados, um software para contar palavras.

Os professores não tinham lá muita didática e os alunos aprenderam estudando em grupo, com as explicações daqueles que já conheciam um pouco de programação, e não pelas aulas.

Um dos alunos resolveu o problema de 3 modos diferentes, tendo deixado pseudo-código comentado na sala de aula. Só não foi punido porque desenvolveu uma quarta forma de resolver o problema antes de entregar o programa final.

Ao ver tantos programas idênticos ou muito parecidos, o Prof. Camilo ficou indignado e comentou: "Esses caras são uns cânceres, devem ser extirpados da sociedade, jogados ao cães. Neste ponto eu sou nazista."

A punição foi Segunda Época compulsória para pouco menos que a metade da Turma de 1985, após um verdadeiro "inquérito" com entrevistas com todos os alunos que haviam apresentado relatórios com programas que iam de parecidos até idênticos.

A pena aplicada causou uma revolta na turma que se reuniu do lado de fora do prédio da Química, onde ficava a computação na época, ao invés de assistir aulas.

Mas tarde, em algum apartamento do H8 alguém teria visto outro alguém fazendo um trabalho Bodoso e utilizou o comentário do Camilo para dizer que o sujeito estava "inflacionando" o mercado e que, portanto, deveria ser "extirpado".

Daí para a coisa evoluir para "o sujeito está cancerizando" foi um pulo.

O verbo "cancerizar" pegou e é utilizado pelo Bicharal até hoje, mesmo por aqueles que nem sabem a origem e os detalhes da história.


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