Celso Cruz Teixeira Rocha

De wikITA

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  • Foi goleiro do time de futebol do ITA e figura folclórica da T60 pelo seu exacerbado entusiasmo pelas senhoritas e senhoras, na época...
  • Sua imagem consta de várias fotos da turma.
  • Seu nome não consta da lista telefônica. A única referência aponta para o livro da foto: Brasil Sociedade Anônima.
  • O livro é uma edição do autor, publicada em Santo André, SP, datada de janeiro de 1972.
  • Na dedicatória do livro refere-se aos seus professores do ITA e da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Santo André.
  • Próxima ação: consultar a FAECO sobre o ano de formatura e nome de alguns antigos colegas seus. (Alguém pode ajudar nisso?)
  • Pede-se demais informações da T60 que leve ao seu paradeiro ou que comprove se ainda está vivo.
  • Carta enviada pelo Celso Rocha

Ponte Nova, dezembro de 2009

À Associação dos Engenheiros do ITA, turma de 1960


Meus colegas,


Quero agradecer as considerações sobre meu nome, assim como a publicação da foto da capa do meu livro. Vocês destacaram minhas relações com as mulheres que nos visitavam, mas esqueceram de mencionar minhas qualidades de bom aluno e de esportista. Afinal fui representante de vocês junto aos professores no segundo ano e nos quatro anos que tivemos juntos ganhamos todas as olimpíadas internas do ITA. Depois do ITA, fui trabalhar no planejamento avançado da GE de Santo André, quando lançamos no mercado novas geladeiras e outros aparelhos domésticos. Nesta época fiz o curso de economia à noite na Fundação Santo André. Ao terminar este curso escrevi o livro “Brasil Sociedade Anônima” que vocês já apresentaram. Eu mandei vir da França um livro de um professor francês que viveu no Japão e escreveu o livro “O milagre econômico japonês”. O meu livro compara a política econômica do Brasil e do Japão. O capítulo VII “A indústria de máquinas de produção” deu origem a implantação da indústria de bens de capital nos anos 70. Depois disto, fui trabalhar em consultoria. Trabalhei quatro anos pela “Paes de Barros Associados” e pela “Consultoria de Direção A/A”, organizando empresas e conhecendo o Brasil. Depois disto, fui morar no Rio de Janeiro, um grande centro de cultura. Nesta época fiz um curso de mestrado na UERJ onde aperfeiçoei a técnica da escrita e fiz uma abertura do meu interior para o mundo, coisa que só agora o Brasil vem fazendo no governo Lula. Com tanta experiência e conhecimento acumulado, eu me senti na obrigação de auxiliar os governos a fazer uma boa gerência, mesmo sem participar da política. Ajudei o governo de Itamar Franco que encerrou o governo com 76 bilhões de reservas. Tenho ajudado muito o governo do Presidente Lula que está bombando uma economia com 230 bilhões de dólares de reservas. Não consegui nenhuma colaboração no governo de FHC. Tivemos divergências homéricas, seja na venda da Vale por 3 bilhões de reais, seja na tentativa de vender a Petrobrás por ninharia, seja no pagamento dos juros de 49% ao ano para a taxa selic, seja no constrangimento de ter quebrado o país duas vezes e o racionamento de energia, seja na tentativa de instalar uma base militar americana em Alcântara. Com este hábito adquirido de participar, eu não poderia ficar de fora no auge da crise financeira que estourou no ano passado. Eu estava lá quando nossos banqueiros particulares trancaram o crédito. O Banco do Brasil avançou no crédito a exportação e a Caixa Econômica Federal despejou 100 bilhões de reais para as pequenas e médias empresas. Encaminhei ao Congresso um texto com o título ”mais clareza na análise da crise financeira mundial” que detalha as medidas anti-cíclicas traçadas pelo Presidente Roosevelt na crise financeira de 1929. Esta foi minha última participação. Agora só estou assistindo como o Brasil vem manobrando. Convenhamos, estamos indo bem. Depois da crise, criamos um milhão de empregos. Os Estados Unidos perderam 7 milhões.

Atenciosamente,

Celso Cruz Teixeira Rocha. Rua Santa Maria Mazarello, 15/1303 Palmeiras 35.430.220 – Ponte Nova - MG


REGISTRO DE ÓBITO O TRE-MG através de sua seção de Ponte Nova, registra em 17 de fevereiro de 2016 o óbito do Celso. Vide http://www.jusbrasil.com.br/diarios/109413062/tre-mg-22-02-2016-pg-70


Turma de 1960

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