Discurso do Brigadeiro Bambini

De wikITA

Discurso do Brig. Bambini durante a solenidade realizada no dia 25 de junho de 2005:


SAUDAÇÃO AOS ALUNOS DO ITA

25 DE JUNHO DE 2005

Exmo Sr Ministro do STM Ten Brig Sérgio Xavier Ferolla

Exmo Sr Diretor do CTA Maj Brig Adenir Siqueira Viana

Exmo Sr Magnífico Reitor do ITA Dr Michal Gartenkraut

Exmo Sr Ex Reitor do ITA Dr Cecchini

Exmo Sr Brig Eng Costa Filho

Exmos Srs Oficiais Generais

Membros da Comissão de Anistia

Srs Oficiais, Suboficiais e Sargentos

Alunos do ITA

Senhoras e Senhores

Senhores Reintegrandos às Turmas de Engenheiros do ITA de 1965 e de 1975.

Uma revolução legitima-se quando aceita pela população, quando a legislação é adaptada ao novo regime e, especialmente, quando é outorgada uma nova constituição.

Não fora assim, viveríamos numa República ilegal e seríamos, ainda, parte de Portugal por direito.

Assim ocorreu no Brasil, no Século XIX, assim ocorreu na Rússia, no início do Século XX e, mais recentemente, em Cuba.

Os regimes de exceção cometem atos de exceção. Estes, não raro, são exagerados.

Os regimes de exceção tendem a perpetuar-se por atos excepcionais de ascendente quebra de princípios e direitos de cidadania. Assim foi, e é em diversos países conhecidos por todos. O que não é comum é o vencedor não eliminar seus adversários, permitir, com o tempo, a volta dos exilados, concedendo-lhes completa anistia e os direitos civis e, ainda, reconhecendo ser tempo de normalização política, recolher suas legiões, armadas, equipadas, treinadas e invictas, para os quartéis, concedendo aos vencidos assumir os destinos da nação. Poder concedido, não conquistado.

Assim aconteceu no Brasil.

Festejamos hoje o instituto da anistia. Anistia que não concede perdão, mas que espera o esquecimento; anistia que não ressarce o tempo decorrido, mas que também não cobra o passado.

Hoje celebramos a anistia.

Como Diretor-Geral do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento, órgão superior ao CTA na estrutura do Comando da Aeronáutica, cumprimento, com respeito, pessoal e institucionalmente, cada recipiendário do diploma a que fez jus, fruto da integral acepção do instituto da anistia – talvez uma das maiores tradições da grandeza, do humanismo e da generosidade do povo brasileiro. E, neste tempo de emoção, neste rito de passagem, como está sendo chamado, o anistiado maior é o ITA.

Muito obrigado.


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