E agora, Roussef?

De wikITA

E agora, Roussef?

A festa acabou,

o ladrão delatou,

o povo rugiu,

o PIB mixou,

e agora, Roussef?

e agora, você?

Você que é “a gerente”,

que zomba da gente,

você que fez guerra,

assaltos e bombas?

E agora, Roussef?


Está sem Congresso,

está sem caminho,

está sem discurso,

já não pode esconder,

já não pode enganar,

mentir já não pode,

o Cunha ganhou,

o ensino não veio,

o transporte não veio,

a Copa não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e a base a traiu

e a inflação voltou,

e agora, Roussef?


E agora Roussef?

Sua rude palavra,

seu instante de choro,

sua gula por mando,

seu voluntarismo,

seus Eikes Batistas,

sua incompetência,

seu ódio às elites – e agora?


Com cargos na mão,

quer abrir as portas,

não existem portas;

quer socorro do Santana,

mas o marketing secou;

quer conselhos do Lula,

mas o Brasil acordou.

Roussef, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você renunciasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

o Sírio não deixa, Roussef!


Sozinha no escuro,

trancada em palácio,

sem demagogia que a salve,

sem herança maldita

para se desculpar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, Roussef!

Roussef, para onde?


Gilberto Geraldo Garbi, (ELE-66)

Com o perdão de Carlos Drummond de Andrade, por invocá-lo neste momento imundo do Brasil.


Gilberto Geraldo Garbi

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