Engenharia Eletrônica

De wikITA

A Engenharia Eletrônica é a mais bodosa das graduações do ITA ;-). Mas isso é, obviamente, um assunto controverso ;-), na opinião dos iteanos dos demais cursos de graduação.

A prova da afirmação acima é que, atualmente, sem um mínimo de equipamentos e sistemas eletro-eletrônicos, especialmente os aviônicos, nenhuma aeronave moderna consegue sair do chão.

Além disso, existem aeronaves cuja aerodinâmica é de tal forma instável que, só mesmo com a introdução de sistemas de controle eletrônicos digitais e atuadores servo-elétricos de alto desempenho, podem ser capazes de voar. Fora disso, nequinhas ;-) .

Para completar, há uma tendênca natural da motorização e/ou sustentação das aeronaves modernas tornar-se:

- elétrica, o que já pode ser observado em alguns dos motoplanadores tecnologicamente mais avançados, com alimentação a bateria ou célula de combustível, e/ou;

- iônica, que aponta para um futuro bastante promissor, embora ainda em fase preliminar.

Ou seja, tudo indica que, muito em breve, as aeronaves serão desenvolvidas apenas em laboratórios de Eletrônica, haja vista a já existente prática, nas etapas de concepção e projeto de aeronaves, de se realizar experimentos simulados em Computadores Eletrônicos Digitais utilizando-se, por exemplo, da Fluidodinâmica Computacional (CFD - Computational Fluid Dynamics) ou do Método dos Elementos Finitos (FEM - Finite Element Method), entre outros métodos já bem estabelecidos, além da Eletromagnetohidrodinâmica (EMHD) Computacional, ainda em desenvolvimento.

Apesar de tudo isso, não é crível que os demais Engenheiros iteanos se acomodarão, deixando que o projeto de aeronaves se torne atribuição apenas dos Engenheiros Eletrônicos ;-). Ao que parece, eles lutarão para que não ocorra tal revolução, em particular, no sistema CONFEA-CREAs brasileiro. Para o que, ou a quem, apelarão eles, nessa situação?

Por fim, não podemos esquecer que isto vale não apenas para aeronaves (entre as quais os VANT - Veículos Aéreos Não Tripulados), mas também para espaçonaves, satélites artificiais, foguetes e mísseis. Vale também para veículos terrestres e aquáticos (flutuantes ou submersos). (O que dizer sobre o teletransporte?)

Preparai-vos para voar alto, nobres eletracas! ;-).

Ligações externas

  1. Divisão de Engenharia Eletrônica (IEE). Portal do ITA.
  2. 10/05/2010 - IEAv inicia uma nova era da exploração espacial. Portal do DCTA.
  3. Avionics. Wikipedia.
  4. Avionics.com
  5. Embraer Lineage 1000 Cockpit and Avionics - Defesanet
  6. SPECTACULAR DEMONSTRATION (Pilot: Benoit Dierickx - Video: Jürgen Heilig / Mülheim 02/2006) - RC Airmodel with brushless electric motor
  7. Antares 20E - the glider of the 21st century
  8. In September 30. 2008, the German Aerospace Centre (DLR) presented the world’s first self-launch capable piloted aircraft with fuel-cell based propulsion
  9. Fuel cell. Wikipedia.
  10. The online fuel-cell information resource
  11. The ionocraft. Wikipedia.
  12. Der Lifter. Wikipedia.
  13. The ITA ionocraft
  14. The LifterCraft project
  15. The ion thruster. Wikipedia.
  16. NASA Glenn Ion Propulsion Research Tames the Challenges of 21st Century Space Travel
  17. ElectroHydroDynamic Thrusters (EHDT)
  18. Computational fluid dynamics. Wikipedia.
  19. CFD Software for Education & Industry
  20. CFD Online
  21. FEM - Finite Element Method. Wikipedia.
  22. Computational Electro-Magneto-Hydro-Dynamics (EMHD)
  23. A fully non-linear theory of electro-magneto-hydrodynamics
  24. Electromagnetohydrodynamic nature of tropical cyclones, hurricanes, and tornadoes
  25. Multiphysics Modeling with Finite Element Methods (Series on Stability, Vibration and Control of Systems, Serie)
  26. EMHD - Numerical experiments in steady planar flows
  27. Magnetohydrodynamics. Wikipedia.
  28. Technology: Run Silent, Run Electromagnetic

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