Felipe Eudes Pontes Fernandez

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Fiz a opção e me tornei Asp. Of. Eng. Aer. Assim percebi o soldo referente a essa patente durante os três anos do profissional.  
Fiz a opção e me tornei Asp. Of. Eng. Aer. Assim percebi o soldo referente a essa patente durante os três anos do profissional.  
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Não tinha a menor idéia do que fazer da vida até que o colega de AP [[Júlio Almeida Gomes]] sugeriu que eu fizesse o curso de ensaios em vôo no CTA-IAE-AEV (hoje GEEV). Era uma forma de não ser transferido para um rincão longínquo. Na época, o CTA tinha um grande interesse em formar tripulações de ensaio e estar inscrito no curso era uma garantia de permanecer no CTA, próximo à "tecnologia de ponta".
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Não tinha a menor idéia do que fazer da vida até que o colega de AP [[Júlio Almeida Gomes]] sugeriu que eu fizesse o curso de ensaios em vôo no CTA-IPD-PEV (hoje GEEV). Era uma forma de não ser transferido para um rincão longínquo. Na época, o CTA tinha um grande interesse em formar tripulações de ensaio e estar inscrito no curso era uma garantia de permanecer no CTA, próximo à "tecnologia de ponta".
Inscrevi-me e acabei sendo selecionado para o curso de 1991 (o curso tinha e ainda tem duração de um ano). Não foi muito difícil, pois éramos apenas três engenheiros (Eu, [[Cláudio Passos Simão]] AER83 e Augusto Otero AER86) e quatro pilotos (Jordão AFA73, Matta AFA75, Airton AFA75 e Gérson. Era até divertido, porque durante o curso, os exercícios em vôo eram sempre em duplas (piloto e engenheiro) e sempre sobrava para um engenheiro repetir um determinado exercício com o piloto que "sobrava".
Inscrevi-me e acabei sendo selecionado para o curso de 1991 (o curso tinha e ainda tem duração de um ano). Não foi muito difícil, pois éramos apenas três engenheiros (Eu, [[Cláudio Passos Simão]] AER83 e Augusto Otero AER86) e quatro pilotos (Jordão AFA73, Matta AFA75, Airton AFA75 e Gérson. Era até divertido, porque durante o curso, os exercícios em vôo eram sempre em duplas (piloto e engenheiro) e sempre sobrava para um engenheiro repetir um determinado exercício com o piloto que "sobrava".
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O curso foi muito interessante e tive meu primeiro contato mais rotineiro como tripulação de aeronave (já tinha experiênica de vôo a vela, tirei o brevet no CVV-CTA qundo estava no ITA). Mas na PEV eram todas aeronaves propulsadas: C-95A (FAB2306), YC-97 (FAB2000 Brasília-Protótipo), T-27, e a "jóia" da coroa o avião a jato AT-26 - Xavante.
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Foi uma fase muito boa, recém saído do ITA e aprendendo mecânica de vôo "dentro" do laboratório voador, sentindo as reações das aeronaves, as características de vôo, medindo e calculando polar de arrasto. Fiquei maravilhado quando calculei o CLalfa do Xavante e comparei com o CLalfa teórico da placa plana em escoamento imcompressível (2PI). O contato com a instrumentação embarcada também foi outra descoberta. O CEV (Curso de Ensaio em vôo) era muito bom (creio que ainda é) ensinava todos os fundamentos, as ferramentas. Poder estudar a teoria e depois medir os fenômenos é uma experiência riquíssima. Quando era pequeno queria ser cientista, ao ser apresentado aos laboratórios do ITA fiquei um pouco frustrado devido toda a formal metodologia das experiências, mas no CEV era diferente apesar da formalística continuar (e até aumentar) havia uma recompensa: A aplicação era direta no nível do avião (macro) e os resultados práticos e visíveis. No fim do curso fazíamos avaliações de um vôo em aeronaves de fora do CTA, na minha class (1991) foram o Boeing 707, C-130 Hércules, F-5. Meu vôo para avaliar o radar "Cirano" do Mirage, por algum motivo de disponibilidade da aeronave não saiu. Depois para finalizar o curso havia a "Field Trip". Fomos aos EUA de Brasília, visitamos Edwards (F-16), Eglin (A10 e o seu canhão Vulcan), Patuxent River (Voei A-4 com um piloto da Navy que me ensinou a pousar o A-4 usando um VASIS regulado para uma rampa de pouso embarcado).
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Ao me formar como  "Engenheiro de Prova - Asa Fixa" fui lotado no CTA-IPD-PEV. O Comandante da OM era o Louzada, logo em Janeiro, período de férias, ninguém no quartel. O Louzada me viu e falou: "Você". Pronto fui escalado para um trampo de um ano. Programa de Provas Intensivas do AMX.
Depois continuo...
Depois continuo...

Edição de 23h08min de 13 de novembro de 2008

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Auto-Biografia

Durante o ITA existia a figura da opção para carreira militar no terceiro ano. Fiz a opção e me tornei Asp. Of. Eng. Aer. Assim percebi o soldo referente a essa patente durante os três anos do profissional.

Não tinha a menor idéia do que fazer da vida até que o colega de AP Júlio Almeida Gomes sugeriu que eu fizesse o curso de ensaios em vôo no CTA-IPD-PEV (hoje GEEV). Era uma forma de não ser transferido para um rincão longínquo. Na época, o CTA tinha um grande interesse em formar tripulações de ensaio e estar inscrito no curso era uma garantia de permanecer no CTA, próximo à "tecnologia de ponta".

Inscrevi-me e acabei sendo selecionado para o curso de 1991 (o curso tinha e ainda tem duração de um ano). Não foi muito difícil, pois éramos apenas três engenheiros (Eu, Cláudio Passos Simão AER83 e Augusto Otero AER86) e quatro pilotos (Jordão AFA73, Matta AFA75, Airton AFA75 e Gérson. Era até divertido, porque durante o curso, os exercícios em vôo eram sempre em duplas (piloto e engenheiro) e sempre sobrava para um engenheiro repetir um determinado exercício com o piloto que "sobrava". O curso foi muito interessante e tive meu primeiro contato mais rotineiro como tripulação de aeronave (já tinha experiênica de vôo a vela, tirei o brevet no CVV-CTA qundo estava no ITA). Mas na PEV eram todas aeronaves propulsadas: C-95A (FAB2306), YC-97 (FAB2000 Brasília-Protótipo), T-27, e a "jóia" da coroa o avião a jato AT-26 - Xavante. Foi uma fase muito boa, recém saído do ITA e aprendendo mecânica de vôo "dentro" do laboratório voador, sentindo as reações das aeronaves, as características de vôo, medindo e calculando polar de arrasto. Fiquei maravilhado quando calculei o CLalfa do Xavante e comparei com o CLalfa teórico da placa plana em escoamento imcompressível (2PI). O contato com a instrumentação embarcada também foi outra descoberta. O CEV (Curso de Ensaio em vôo) era muito bom (creio que ainda é) ensinava todos os fundamentos, as ferramentas. Poder estudar a teoria e depois medir os fenômenos é uma experiência riquíssima. Quando era pequeno queria ser cientista, ao ser apresentado aos laboratórios do ITA fiquei um pouco frustrado devido toda a formal metodologia das experiências, mas no CEV era diferente apesar da formalística continuar (e até aumentar) havia uma recompensa: A aplicação era direta no nível do avião (macro) e os resultados práticos e visíveis. No fim do curso fazíamos avaliações de um vôo em aeronaves de fora do CTA, na minha class (1991) foram o Boeing 707, C-130 Hércules, F-5. Meu vôo para avaliar o radar "Cirano" do Mirage, por algum motivo de disponibilidade da aeronave não saiu. Depois para finalizar o curso havia a "Field Trip". Fomos aos EUA de Brasília, visitamos Edwards (F-16), Eglin (A10 e o seu canhão Vulcan), Patuxent River (Voei A-4 com um piloto da Navy que me ensinou a pousar o A-4 usando um VASIS regulado para uma rampa de pouso embarcado).

Ao me formar como "Engenheiro de Prova - Asa Fixa" fui lotado no CTA-IPD-PEV. O Comandante da OM era o Louzada, logo em Janeiro, período de férias, ninguém no quartel. O Louzada me viu e falou: "Você". Pronto fui escalado para um trampo de um ano. Programa de Provas Intensivas do AMX.

Depois continuo...


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