Guido Fontegalant Pessotti

De wikITA

Era reconhecido como um dos maiores projetistas de aviões do mundo, tendo liderado na Embraer o desenvolvimento de seus principais programas, desde o turboélice Bandeirante até o jato ERJ-145.

Depois que saiu da Embraer, em 1992, onde atuou como diretor técnico entre 1969 a 1992, Pessotti começou a mostrar as suas habilidades de projetista em outros países do mundo. Poliglota, o engenheiro não teve dificuldades em se adaptar nos cinco países onde morou por quase 10 anos.

Na Coréia, trabalhou para a Agency for Defense Development (ADD) no projeto de um avião turboélice de treinamento militar, o KT1, equivalente ao Tucano da Embraer, que também foi projetado por ele na década de 80. Foi na Coréia que Pessotti liderou ainda o desenvolvimento do KT2, avião de combate leve e de treinamento, atualmente em fase de produção.

Três anos depois o engenheiro levou o seu talento para a Dornier, empresa alemã adquirida mais tarde pela americana Fairchild. Trabalhei lá na transformação do turboélice Dornier 328 em jato e também na definição de um jato de 70 passageiros, o DO 728. Com a saída da Fairchild, o projeto foi engavetado, mas está sendo agora retomado por um grupo chinês em associação com um consórcio alemão.

A trajetória de Pessotti pelo mundo incluiu ainda a indústria aeronáutica da Turquia, onde foi responsável pela implantação de um escritório de projetos e de engenharia e projetou um avião agrícola. Dois anos mais tarde, depois de ter passado pela França, Coréia (por duas vezes) e Romênia, Pessotti voltou ao Brasil e desenvolveu um avião próprio: o GP101, com as iniciais do seu nome. Avião de treinamento, o monomotor GP101, acabou sendo vendido para o amigo Ozílio Carlos da Silva, ex-presidente da Embraer, na época em que a empresa era uma estatal.

Em 1974, Guido Pessotti recebeu a Medalha do Mérito Santos Dumont, concedida pelo Ministério da Aeronáutica por destacados serviços prestados à Força Aérea Brasileira. Em 1986, ele recebeu o título de Eminente Engenheiro do Ano, do Instituto de Engenharia do Estado de São Paulo.

Sua paixão extrema por aviões está relatada no livro “Guido Pessotti, Mestre do Design Aeronáutico”, escrito pelo jornalista Mário Vinagre, lançado no último dia 9 de dezembro de 2015 na Associação de Veteranos da Embraer. “Guido era um apaixonado por aviação desde a infância e juventude”, afirma Vinagre, que levou três anos para transformar em livro a pesquisa sobre o projetista.

Faleceu em 2 de abril de 2015


Recordista, de 1963 a 2010, da marca brasileira de distância livre em planador (classe 15 metros).


Depoimentos de colegas

Homenagem ao Guido, 3/4/15

Colegas e amigos da T63, que foram companheiros do saudoso Guido Pessotti no CVV, no Aeroclube e na EMBRAER, elaboraram uma homenagem a ele (na forma de uma “carta de despedida”, com texto elaborado pelo colega Alcindo e ilustrações inseridas pelo colega Bandel) lembrando inclusive algumas de suas muitas realizações no campo da engenharia aeronáutica brasileira. O original da carta está também na página do Alcindo, sem as ilustrações.


Nóbrega (AEROV-63), em 10/4/15

Ele foi meu instrutor de voo a vela e meu amigo; às vezes íamos só nós dois para o campo.

Uma vez, voando numa térmica, ele gritou: “Tá comigo” e começou a dar voltas fechadas, subindo junto com os urubus. Quando nos aproximávamos demais de um urubu ele gritava : “Sai, urubu, sai..”.

Um dia eu estava de ‘equipe de terra’ e ele voando na famosa asa voadora. Ele gostava de dar um loop na cabeceira da pista, antes de pousar. Naquele dia ele completou o loop no chão, antes da pista. Eu saí correndo para atendê-lo, achando que ele estava ferido. Mas ele veio andando na minha direção e disse: “Pô, num deu...”.

Links externos

Lançamento de sua biografia em livro, dez/2015

Pequena biografia escrita por ocasião do lançamento do livro


Turma de 1960

Aviadores Iteanos

Professores do ITA

Ferramentas pessoais