Hédison Kiuity Sato

De wikITA

Natural da cidade de Penápolis (SP), distante 500 km de São Paulo, foi lá também que concluí os meus estudos de 1o e 2o grau. Nasci a três de julho de 1952 e sou o primogênito de Takeo Sato e Shigueyo Sato e meus irmãos são: Marisa, Jener e Jeferson. Meu pai é imigrante japonês e veio para o Brasil em 1930, com 6 anos de idade. Por outro lado, a minha mãe é brasileira, paulista, descendente de japoneses. Entretanto, fora do seio familiar, são conhecidos por Seu Zé e D. Luzia, nomes que lhes foram atribuídos quando abraçaram a religião católica, pois os oficiais, de origem japonesa, não eram "cristãos" (intolerância religiosa?). Enfim, fui batizado, crismado e fiz a "primeira comunhão" na igreja São Francisco de Assis, igreja matriz da cidade de Penápolis. Os meus dois nomes, Hédison e Kiuity, são criações do meu pai. Por apreciar os inventores e cientistas, Hédison surgiu da combinação da letra H com Edison, emprestado de Thomas A. Edison. A letra H foi usada por ter uma grafia elegante, segundo o meu pai, e ser muda quando inicia uma palavra. Já Kiuity é formado pela combinação da primeira sílaba do nome do meu avô, Kyusuke, com a palavra "iti", que corresponde ao numeral um na língua japonesa.

Nos anos 60, teve início o "Jardim da Infância", um ano de estudo preparatório para ingresso no primeiro grau. Entretanto, somente no meio do ano de 1958, após ter completado os seis anos exigidos, pude integrar-me a esse curso. Lembro-me bem, não tive dificuldades pois minha mãe já me alfabetizara usando o livro "Caminho Suave". No ano seguinte, entrei para o primeiro ano (a palavra série não era utilizada) de um total de quatro do primário, no Grupo Escolar Luiz Chrisóstomo de Oliveira. Durante o verão de 1962/63, preparei-me e fui admitido para o 1o ano do ginásio no Instituto Estadual de Educação Dr. Carlos Sampaio Filho. Equivalente ao 2o grau, cursei o Científico (1967-1969) no mesmo instituto. O currículo do curso Científico enfatizava as ciências exatas e biológicas, entretanto não possuía um caráter profissionalizante, detalhe importante para quem estava atingindo a maioridade. Sendo assim, por sugestão do meu pai, frequentei paralelamente o curso de técnico de contabilidade, cujo diploma de conclusão não sei mais onde se encontra.

Com a sorte de ter tido excepcionais mestres no curso científico, tive sucesso nos dois vestibulares que concorri: o do ITA e o da Politécnica da USP. Assim, no início de 1970, apresentei-me ao ITA. Lá, passei a ser conhecido por dois nomes: Kiuity, nome guerra, e "Cuoco", nome de "bicho" atribuído por um conterrâneo: Levy Pereira, cujo irmão, Helder, foi meu amigo durante o ginásio. Com frequência ia à sua casa nos arredores de um açude, que se tornou no Clube de Campo Lago Azul. Em 1970, eram quatro penapolenses no ITA: eu, o Quico (Francisco Dias Curado Rosa - T. 73), Levy (T. 72) e Massanori Massuda (T. 70). Em dezembro de 1974, formei-me em engenharia eletrônica.

Como engenheiro, a convite do prof. Carlos A. Dias, vim definitivamente para a Bahia em janeiro de 1975 para trabalhar no Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Geofísica da Universidade Federal da Bahia. Aqui, terminei por envolver-me com a geofísica, concluindo o mestrado (1979) em Geofísica Aplicada, ao tempo em que incorporava-me, como professor, ao Instituto de Geociências. Somente em 1996, concluí o doutorado em Geofísica. Fui pesquisador II-C do CNPq e os trabalhos de pesquisa são feitos do Centro de Pesquisa em Geofísica e Geologia. Além disso, como professor do Instituto de Geociências, leciono disciplinas do Curso de Graduação em Geofísica, de Graduação em Geologia, e de Pós-graduação em Geofísica.

Além de ministratar aulas, tenho orientado alunos em trabalhos de Iniciação Científica, na realização dos trabalhos finais de graduação, dissertações de mestrado e tese de doutorado. Depois de ter coordenado o Curso de Graduação em Geofísica, coordeno atualmente o Curso de Pós-Graduação em Geofísica.


Turma de 1974

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