Heitor Borges Júnior

De wikITA


Foi piloto de caça F-47 no 2º/5º GAv em Natal-RN nos anos 50.

Foi oficial de segurança de vôo no GETEPE em 1968.

Um dos 14 magníficos pioneiros do programa espacial brasileiro.

Transcrição da p. 11, Seção 1 do Diário Oficial da União (DOU) de 21/07/1969:

O Presidente da República resolve PROMOVER no Quadro de Oficiais Engenheiros do Corpo de Oficiais da Aeronáutica, ao posto de Tenente-Coronel, por merecimento, o Major Heitor Borges Junior. Brasília, 29 de julho de 1969.

Depoimentos de seus colegas da T63

Posso testemunhar que ele sempre foi muito companheiro de todos nós.

Fiz, por gentileza dele, um vôo a Guaratinguetá para buscar equipamento para nossa formatura no CPOR - foi uma experiência inesquecível.

Sempre me emprestava a Kombi para alguma necessidade de transporte de material para nossa turma.

Tive a honra de ter sido convidado por ele e aceito, claro, para atuar como testemunha no registro de nascimento do seu filho nascido quando éramos colegas de turma.

Laudo Bernardes


Borges foi Diretor Administrativo e Financeiro em minha gestão na presidência do Serpro, onde fez uma gestão notável para a empresa, que experimentava um crescimento muito grande. Foi um forte apoio para a criação do primeiro sistema projetado e fabricado no Serpro, o Concentrador de Teclado, junto com o Mesquita e o Pegado.

Foi um apoio muito grande ao Haroldo Correa de Mattos na criação da ECT a partir do desmoralizado DCT (Correio) e ajudou o Ozires Silva na criação da Embraer.

Reformou-se como R-1, uma exceção, para permanecer no Serpro mais tempo que o permitido na Arma.

Divorciado, mudou-se para Brasília, de onde voltou para São José dos Campos. Continuou com um laboratório e oficina em casa, onde desenvolvia suas invenções até nível de protótipos. Não sei se explorou os resultados patenteados.

José Dion de Melo Teles, em 18/11/13.


Em 1959 havia embarcado em nossa Nave Interplanetaria Terra um passageiro muito especial. Ele não tinha nome de bicho, não usou placa, nem gravatinha vermelha, nem guizo na perna da calça, não levou trote e não morou no H8. Era casado. Estou me referindo ao Capitão, e mais tarde Tenente-Coronel da Força Aérea Heitor Borges Junior. O Tenente-Coronel Borges era como um tio para muitos de nossos colegas. Já durante o período do serviço militar no CPOR, que os mais jovens tiveram que prestar, ele serviu de padrinho a vários deles: Dalmir, Bastos e Laudo. Somente em Novembro de 2013 tomamos conhecimento que o Borges havia falecido, entre 2006 e 2008.

Revelaram-se então várias recordações a respeito de sua aderência com a nossa Turma: desde sua participação conosco em Assembleias do Centro Acadêmico Santos Dumont, até a libertação de colega que se envolveu numa briga de rua na cidade e foi retirado da cadeia por ele. Revelou-se também que ele emprestava sua Kombi para transporte de equipamentos e materiais, de interesse da turma e que fez um vôo com nosso colega Laudo até Guaratinguetá, para transportar equipamentos para a formatura da turma de CPOR. O colega Laudo foi escolhido por ele como testemunha do nascimento de seu primeiro filho, chamado tambem de Heitor.

Seu TG foi feito juntamente com o colega Bandel. Tratou-se de um trabalho arrojado, que consistiu em modificar o motor do Fusca, em motor para um avião monoplace, com estrutura de madeira, que estava sendo desenvolvido pela empresa Avibras. Simultaneamente os colegas Alcindo e Bartels desenvolveram, em seu TG, o trem de pouso do mesmo avião. Infelizmente aconteceu um incêndio nos barracões da Avibras e o avião foi destruído.

Em 1965 ele foi escolhido pela Força Aérea Brasileira para treinamento na NASA, visando a instalação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno, da qual ele participou. Ele e seus companheiros foram condecorados pelo trabalho realizado. Depois ele ajudou o iteano Ozires Silva, durante a formação e implantação da Embraer. Em 29/7/1969 foi promovido a Tenente-Coronel por merecimento. Na sequência foi Diretor Administrativo e Financeiro do Serpro, quando o Dion era Presidente e “Foi um forte apoio para a criação do primeiro sistema projetado e fabricado no Serpro, o Concentrador de Teclado, junto com o Mesquita e o Pegado” como declarou o colega Dion. Reformou-se como R-1, uma excessão, para permanecer no Serpro mais tempo que o permitido pela Força Aérea. Ele foi um apoio muito grande ao Haroldo Correa de Mattos na criação da ECT a partir do desmoralizado DCT (Correios).

No final de sua carreira mantinha um laboratório e oficina em casa, onde desenvolvia suas invenções até nível de protótipos.

Amadeu Aleixo Machado

Links externos com referências ao Borges

http://www.clbi.cta.br/cceit/projeto/show/16

http://www.clbi.cta.br/cceit/projeto/list?offset=10&max=10


Turma de 1963

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