História do ITA 1961 a 1970

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Edição de 23h37min de 17 de julho de 2008

Tabela de conteúdo

1961

Começam as atividades de Pós-Graduação, iniciativa que marcou não só a introdução, no país, da pós-graduação em engenharia, como também de um modelo que veio a ser adotado em outras áreas do conhecimento.

Inicia-se a construção do E-1, para abrigar a Divisão de Ensino Fundamental.

A proposta de transformar o ITA numa fundação é lançada, quando o então Ministro da Aeronáutica, Ten.Brig. Francisco de Assis Correa de Mello, encaminhou ao Congresso Nacional, com o maior apoio dos corpos docente e discente, um anteprojeto de lei (7 de dezembro de 1960) transformando o ITA em fundação, vinculado ao MAer, concebida por todos como a única proposição capaz de permitir o funcionamento e desenvolvimento eficiente da organização , por razões de falta de verba e inconveniência administrativa do Ministério, que, “cônscio da responsabilidade de criar condições propícias para o estabelecimento das atividades básicas essenciais ao desenvolvimento de sistema de segurança nacional”, não poupava esforços para amparar e prestigiar o ITA, órgão que foi indiscutivelmente o pioneiro na renovação dos processos educacionais de nível universitário no Brasil. Era opinião do próprio MAer que o ITA já havia atingido o máximo crescimento possível dentro do regime público, e que, ou o ITA se beneficiava das vantagens de administração privada, ou desvirtuava-se de suas finalidades. Essas conclusões, formuladas a partir de estudos feitos por elementos do Ministério e do ITA, foram corroboradas por iniciativas de caráter análogo, que buscaram no ITA a inspiração de suas diretrizes. O projeto ITA – Fundação, aprovado por unanimidade em todas as Comissões do Congresso em que passou (Comissão e Justiça Segurança Nacional e Serviço Público), caminhava lentamente no Congresso, uma vez que muitas eram as modificações propostas, inclusive estendê-las para todo o CTA.

1963

É criada, com a colaboração do chamado Ponto IV americano, a especialidade de Engenharia Mecânica, formando sua primeira turma em 1965. Ainda nesse ano, é criado o Laboratório de Processamento de Dados.

1964

O CTA é declarado área de segurança nacional.

Subordinação do ITA ao CTA pela portaria 964-GM3 e fim da terceira diretriz.

Saída do reitor Cecchini (primeiro reitor brasileiro do ITA).

1965

Saída de Casimiro da direção do CTA

O ministro da Aeronáutica, por proposta do diretor do CTA, Brig. Henrique de Castro Neves, desliga 4 alunos do 5o. ano a um mês da formatura porque a turma escolheu para paraninfo o pensador católico Alceu Amoroso Lima. Na qualidade de representantes e oradores da turma foram eles desligados após uma severa Sindicância.

Noite das Baionetas: uma tentativa de Assembléia Geral para discutir o desligamento dos 4 alunos é reprimida à base de baionetas.

Saída de vários professores insatisfeitos como clima de tensão da época. Professor Catanhede, reitor do ITA, pede demissão e assume o professor Künze

1966

Künze, ao assumir a Reitoria do ITA, colocou como condição de sua permanência a readmissão dos alunos desligados em 1965. Porém renuncia ao cargo logo em março, pois o Brigadeiro Castro Neves não readmitiu os alunos desligados e ameaçava de demissão o professor Pompéia.

O professor Canuto assume a Reitoria como interventor

O professor Lacaz Neto assume definitivamente a Reitoria e o Brigadeiro Paulo Victor da Silva (segundo presidente do CASD) assume o comando do CTA.

1968

Problema de Jurisdição do ITA. A lei de diretrizes e bases da educação, de 27 de dezembro de 1967 tornava a jurisdição do ITA indefinida: se o ITA fosse uma escola civil, deveria estar subordinada ao MEC, pelo menos em relação ao ensino, caso contrário deveria estar sujeita ao Ministério da Aeronáutica. Na época, para que o impasse fosse solucionado, o Ministério estudou a possibilidade de conjugar o ITA e a Academia da Força Aérea (AFA) ou ao Comando Geral de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPED). A posição dos alunos foi unanimemente contra a idéia.

As decisões tomadas numa das muitas assembléias gerais a respeito foram reprimidas pela direção do CTA, que ameaçou o Conselho de Representantes (CR) de desligamento da escola. Isto causou uma aglutinação dos alunos ao CASD muito mais intensa. Sentindo-se fraca à onda reivindicatória que havia surgido, a direção acabou por não mais reconhecer o CASD como entidade público-jurídica a partir de agosto de 1968 por decreto presidencial, considerando ilegais seus estatutos (que haviam sido elaborados pela própria Comissão de Organização do CTA, quando da sua fundação). A idéia de se transformar o ITA numa escola militar não se concretizou.

1969

Ao final desse ano, o CASD voltou a ser reconhecido, mas somente com entidade pública.

O CTA (Centro Técnico de Aeronáutica) passa a ser denominado Centro Técnico Aeroespacial.

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