José Alcibíades de Rezende Frota

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José A. R. Frota é Engenheiro Civil, formado pela Escola de Engenharia da UFMG em 1960, e Mestre em Ciências Mecânicas pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde lecionou por treze anos e ocupou o cargo de vice-reitor.

Retornou a Belo Horizonte em 1975. Lecionou na Escola de Engenharia da PUC por 17 anos. Publicou seu primeiro livro, “Em Vermelho”, reunião de contos, com o apoio de seu amigo, o professor Edgar Godoi da Mata Machado. Segundo o autor, “são contos de migrante, pois assim me sentia quando retornei de São José dos Campos para Belo Horizonte”.

Entre 1962, em São José dos Campos, e 1980/81, na abertura política, em Belo Horizonte, José Frota participou de uma série de movimentos em defesa da retomada da Democracia, a favor dos direitos humanos e contra as desigualdades sociais. Entre outras atividades, foi Vice Presidente do Sindicato dos Engenheiros em Belo Horizonte (1978-1982), Presidente do Instituto Edgar da Mata Machado de Análise Política Econômica e Social (1983/1984) e participou de cursos noturnos para formação de Mestres de Obra em São José dos Campos.

São do autor as seguintes palavras: “Tenho tido muitas atividades e muitos gostos – a literatura é um deles. Escrevo versos regularmente e publiquei uns poucos até o presente livro. Procuro escrever como quem abre janelas e ainda pretendo lançar um Pequeno Tratado da Arte de Abrir Janelas”.

“Assim cantaram com amor e raiva” reúne três coletâneas de poemas: a primeira, que dá título a obra, inspirada na celebração dos quinhentos anos do Brasil, foge da visão maniqueísta e revela a ambivalência de nossa história, na qual “conquista e sedução” européias são retribuídas com “amor e raiva”. A segunda parte, “Versos um pouco íntimos”, traz os poemas mais intimistas e autobiográficos. Na terceira coletânea, “No quiosque do Parque das Mangabeiras”, os poemas de José Frota são como pegadas pelo cenário montanhoso de Minas Gerais, onde o autor encontra-se com Hölderlin, poeta de sua predileção, citado nos versos seguintes:


Fui pássaro pela primavera

nessa mesa redonda apoiei

papel para as notas palavras.

Fui águia e vi Hölderlin

perambulando no monte

fui Hölderlin suplicando outonos”


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