Leon Posvolsky

De wikITA

imagem:LeonPosvolsky.jpg

Edital de casamento, publicado no Diário Oficial de São Paulo em jan/1967

Cópia do e-mail enviado em 23/4/11 por Fernando Coelho (T59) para a ita-net:

Conheci muito bem o Leon. Foi de minha turma de ELE e trabalhamos na IBM.

Era figura interessante. Diria um gênio na aritmética. Poucas vezes vi alguém somar, dividir etc. com tanta velocidade.

Gostava de jogar cartas, gamão, bridge, king, tarot (um jogo de caras com baralho diferente) e por aí vai.

Quando estudante hospedou-se em minha casa no Rio. Era frequente a referência ao meu colega que jogava tudo.

A esposa Míriam era excepcional cozinheira. Fizera curso de culinária nos EUA após o Leon ter-se aposentado.

Quase fizemos um negócio juntos, uma franquia de cursos de informática para crianças, franquia de iteano. Procuramos juntos local para instalar o curso. Buscamos em Ipanema e Leblon. E eis que um dia, estávamos em escada rolante subindo e demos de cara com um espelho. Olhei-nos e desisti. Vi dois senhores num ramo em que o predomínio era de jovens. Ainda bem.

Miriam morreu pouco tempo depois, de câncer. Leon morreu em acidente de automóvel na Dutra em 28 de setembro de 2002.

Mensagens na internet de minha turma, então, foram em bom número. O Leon foi mais popular, creio eu, após sua morte.

Um bom companheiro.

Fernando Faria Coelho de Souza, ELE-59

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Adendo de Valdemar Waingort Setzer em 24/04/2011

Gostaria de acrescentar o seguinte. Lembro do Leon ainda do ITA, pois ele formou-se em 1959, ano em que entrei lá. Era uma pessoa discreta; não lembro de ter me dado trote. Seu rosto tranquilo irradiava uma aura especial.

Encontrei-o depois que me formei, talvez em 1964, pois trabalhava na IBM em São Paulo (acho que posteriormente foi para a IBM do Rio), e eu dirigia, com meus colegas de turma Dion e Isu, o centro de computação da USP (que depois batizei como Centro de Computação Eletrônica, CCE, nome oficial que conserva até hoje), que tinha um IBM-1620. Lembro bem dessa ocasião: foi na Av. São Luís, em São Paulo, onde ficava a IBM; ele estava compilando um programa em COBOL num IBM-1401, que tinha sido projetado para servir de processador de entrada/saída do gigante da época, o IBM-7090 -- este tinha uma unidade de armazenamento central de ferrite com a então fabulosa quantia de 32 k palavras de 36 bits; o IBM-1401 acabou tornando-se um sucesso comercial, muito popular no Brasil; provavelmente o Leon contribuiu muito para essa popularidade.

Vou contar um causo curioso. Certamente em 1959, houve uma rodada de bridge num apartamento do H8 entre eu e meu colega Isu Fang, contra o Leon e o Jean Paul Jacob. Num leilão, de repente o Jean Paul deu um lance alto. O Leon, acreditando que o JP tivesse uma mão muito boa e que ele poderia ajudar no naipe com alguns trunfos, aumentou, e assim foi entre os dois, até chegarem a um slam. Aí eu ou o Isu dobramos, pois estava na cara que eles tinham exagerado. Pois um deles redobrou, jogamos o game e eles perderam feíssimo. Aí o Leon perguntou ao JP: "O que aconteceu?" JP: "Uaaai, você me chutou, achei que era para aumentar!"

Quem sabe o Isu Fang ou o Jean Paul Jacob poderiam precisar mais esse causo...

Valdemar Waingort Setzer (ELE-63)

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Adendo sobre o Leon de Pedro John Meinrath em 28/04/2011

Também meu colega de turma mas meu relacionamento com o Leon foi durante o curso no ITA e enquanto ele morou em São Paulo antes de ir para a IBM no Rio. Era o mais jovem da turma 59 e eu talvez o segundo caçula. Não lembro se o Luiz Guimarães Ferreira não é o 2º mais jovem.

Pianista, tocava nos shows do CASD mas não gostava de Mozart, o que para mim era ofensa incompreensível. Anos mais tarde informou que havia mudado esse ponto de vista. Fui muitas vezes a casa dele nos fins de semana, onde morava com os pais Boris e Mina, no bairro de Santana. Com os pais russos, de domingo havia vodka antes do almoço, servida geladíssima e que aprendi a gostar, a importada naturalmente. Conversávamos sobre política e economia e pouco ou nada sobre as matérias do ITA, pois ele estava na Eletrônica e eu em Aerovias e depois em Produção. Conheci amigos dele que incorporei ao meu círculo depois que virei paulistano. Gente muito boa, particularmente o Luiz Kupfer que infelizmente também já se foi.

Foi padrinho do meu filho Ronny e frequentava meu apê com toda liberdade, mas não tocava piano, talvez intimidado por minha esposa Alba, uma das grandes pianistas brasileiras de sua geração. No ITA os alunos queriam o Pedro John Meinrath na direção do Centro Acadêmico onde sempre fui muito ativo e eu, achando que tinha que estudar no ITA um ano pelo menos, não queria assumir a Presidência. O Leon topou e eu fui para a Vice-Presidência que mesmo assim foi bastante movimentada, pois dirigia todas as comissões do centro acadêmico, trabalhando como louco no TI (duas mil horas) que acabou sendo um major em economia, premiado pela FIESP e um dos poucos 'L' que tive no ITA.

Foi um ano de muita atividade para mim e um prazer trabalhar com o bom senso e a calma do Leon lado a lado.

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