Luiz Antônio Capezzuto

De wikITA

Só um testemunho de um grande amigo que conheci nos tempos da então TELEBRAS: eu trabalhava na TELEBAHIA e ele na TELEST (Espírito Santo). Capezzuto era uma espécie de máquina de fazer amizades por esse mundo afora. Tanto é que ele era um representante do PENPAL no Brasil. Foi através do PENPAL que o conheci. Registrei aqui estas linhas para saudar aos seus amigos e familiares em Vitória, ES.

Do amigo Everaldo Souto Salvador e família, João Pessoa, PB.


O testemunho acima é corroborado por esta reportagem da FSP de 4 de abril de 1994:

Conhecer gente no exterior é muito fácil para quem viaja bastante. Mas uma maneira interessante e prática de conquistar amigos em outros países sem sair do Brasil é trocar correspondência. Esse pessoal é chamado de "pen pal" ou "pen friend" (os amigos "da caneta").

Os "pen friends" conseguem endereços de pessoas no exterior através de instituições que funcionam como um banco de dados de endereços de gente do mundo todo.

Em instituições como o IYS (International Youth Service) e IPF (International Pen Friends), é necessário requisitar o formulário, preenchê-lo e enviar de volta. As taxas ou preços dos endereços variam de US$ 1 a US$ 12.

Quem adotou a idéia de trocar cartas com teens no exterior foi Juliana Urkizas Campello, 15. Ela começou a se corresponder aos 11 anos com um garoto na Itália, um na Inglaterra, um em Portugal e uma menina na Suécia, todos da mesma faixa de idade dela. Hoje ela mantém apenas a correspondente na Suécia.

A intenção no começo era de aprimorar o inglês que vem aprendendo há 7 anos. "Mas logo percebi que além de ter melhorado muito a escrita em inglês, fiquei sabendo um pouco de como é a realidade em culturas diferentes da nossa." Com a correspondente na Suécia ela ficou tão amiga que já trocaram convites para fazer visitas.

Um dos representantes do IPF no Brasil, Luiz Antonio Capezzuto, 55, afirma que a instituição tem mais de 9.000 brasileiros que se correspondem. "Dos inscritos, 40% está na faixa dos 14 aos 21 anos", afirma. Ele esclarece que cada pessoa que se inscreve recebe 14 endereços do exterior e tem o seu endereço enviado para outros dez países.

Uma opção para quem prefere comunicação mais rápida com o correspondente é enviar cartas via computador. Segundo Ricardo Dias Campos, coordenador de telemática da Ibase/Alternex, empresa que possui uma rede de comunicação de dados, é possível estabelecer contatos com pessoas de mais de 90 países não só para "correio eletrônico", mas também para informações de banco de dados e conferências mundiais.

"É possível escolher uma pessoa para se comunicar que tenha a mesma área de interesse e o computador pode ser simples como o PC XT", afirma Campos. A taxa de inscrição é de US$ 20 e a cobrança mensal é feita de acordo com o tempo de conexão.


Turma de 1962

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