Luiz Maria Guimarães Esmanhoto

De wikITA

Discurso de Luiz Maria Guimarães Esmanhoto, orador da turma, 40 anos após ter sido desligado no quinto ano do ITA:

Esta é, sem dúvida, uma cerimônia de formatura singular. Singularíssima, por se realizar após dezenas de anos de nossa formação acadêmica no ITA.

Propõe dilemas muito difíceis de resolver para nós formandos. O mais crucial deles: a qual programa de Governo devemos recorrer na segunda-feira? Primeiro Emprego ou Amparo da Terceira Idade?

Um outro dilema foi mais fácil de resolver. Qual a data de referência que teremos em nossa documentação? O ano de nossa formação há 30 ou 40 anos atrás, ou o ano desta formatura? Decidimos que usaremos o artifício da indústria automobilística, e teremos duas datas: no meu caso, serei engenheiro ano de fabricação 1965, modelo 2005.

Afinal, como chegamos a este Rito de Passagem inusitado, um Rito de Passagem que é tardio demais para alterar nossas vidas, mas um Rito de Passagem muito oportuno para a vida do ITA?

Esta indagação nos obriga a entrar na máquina do tempo, e voltar ao campus nas décadas de 60 e 70, quando a paisagem em nosso entorno, certamente, não era tão graciosa como é hoje em seu primoroso verde por toda a parte.

O terreno era bastante árido, avermelhado, sendo percorrido por muitos pedestres, poucos uniformes, um tanto de bicicletas e raros automóveis.

Os prédios eram poucos, o auditório um simples barraco, coisa paroquial, bem mais modesto do que este que nos abriga.

Era neste cenário de campus em formação que construíamos coletivamente nossa vida à sombra de dois poderes: a Escola e o Centro Acadêmico Santos Dumont. Era uma vida particularmente rica.

De um lado, a Escola nos trazia o que de melhor podia existir em tecnologia aeronáutica e eletrônica e nos exigia uma alucinada dedicação.

Por outro lado, o Centro Acadêmico reverberava com intensidade as grandes questões nacionais da época, todas polarizadas no contexto de uma Guerra Fria que esquentava os diálogos nos intervalos das aulas.

E como era bom ter opinião, ser exigido a ter opinião!

Na perspectiva do tempo, podemos nos ver em acalorados debates que ainda não se encerraram, apesar do fim da Guerra Fria e da aparente pasteurização das questões políticas na era da globalização. Éramos cidadãos em formação. O terreno podia ser árido, mas não nossas cabeças.

Animava-nos um sonho coletivo de um Brasil melhor que poderia ser feito por nossas próprias mãos. Com nossa prepotência juvenil, aconteceria logo ali, na primeira esquina da História.

A posse da presidência do Centro Acadêmico era disputada pela esquerda e pela direita, com fervor igual ao da posse da Presidência da República.

E, em 1964, as duas presidências estavam do lado errado.

O primeiro sinal de que nossas vidas iriam mudar significativamente, aconteceu de repente, numa noite.

Mais precisamente, na noite do dia 31 de março de 1964 fomos dormir em nossos apartamentos, para descobrir, de repente, que acordávamos, no dia 1º de abril, em alojamentos.

Ao longo desta nocte terribilis da história brasileira recente, pela primeira vez nos dávamos conta de que o ITA se subordinava a uma outra autoridade que não era nem a Administração do ITA e nem Centro Acadêmico.

O ITA nascera de um ousado projeto de aproximação entre civis e militares, orquestrado no governo de Getúlio Vargas e fundamentado na determinação e habilidade do recém-criado Ministério da Aeronáutica.

Históricamente, existem poucos exemplos de projetos desta natureza híbrida no país. O caso do ITA se transformaria num grande sucesso. Daria origem a uma poderosa marca, distinguida de todas as demais instituições acadêmicas no país.

O Ministério da Aeronáutica com o ITA ganhava um destaque notável no campo do desenvolvimento tecnológico. Mais tarde, a marca do ITA estaria indelevelmente associada ao desenvolvimento de várias indústrias e serviços de alto valor agregado na economia brasileira.

Seu projeto pedagógico continha também uma novidade importante: a comunidade de alunos teria um código de ética próprio, não escrito, conhecido internamente como “disciplina consciente”, que seria seu código de referencia para o convívio comunitário.

Poucas instituições de ensino ousam delegar aos próprios alunos a condução de seu próprio código disciplinar, da maneira plena e abrangente como o ITA o possui desde seu desenho original.

Foi esta iniciativa que acabou por estimular um Centro Acadêmico polivalente, cobrindo um vasto campo de atividades políticas, sociais, culturais e esportivas. Até um mini-parlamento se criou com o conceito e atribuições dos chamados representantes de turma.

Em certa ocasião, o então ministro da Educação Darci Ribeiro que nos visitava, pediu para assistir uma reunião dos representantes de turma. Saiu da reunião dizendo que achava que conduzíamos o nosso mini-parlamento melhor do que o parlamento em Brasília.

No inicio da década de 60, o Centro Acadêmico era uma organização extensa, atingia não só o CTA e o ITA como também a cidade de São José dos Campos. Nesta época era também uma organização madura, um verdadeiro microcosmo de toda a sociedade brasileira.

E, como tal, reproduzia de maneira também acalorada a polarização ideológica estimulada pela Guerra Fria. Tudo era muito tenso e estimulante. Repartíamos sonhos coletivos, um privilégio que as gerações atuais de estudantes talvez tenham maior dificuldade em vivenciar.

Quando, em 1964, o debate político foi encerrado com violência, era forçoso que esta violência acabasse se propagando para dentro do campus, e também encerrasse violentamente as atividades e os debates em nosso Centro Acadêmico.

Foi isto que vimos acontecer naquela madrugada de 1º de abril.

O poder que se instalava no país decretava que ter idéias socialistas ou comunistas, conhecer o marxismo ou Sartre, ser capaz de distinguir as nuances dos inúmeros movimentos da esquerda, de católicos a stalinistas, promover festivais de cinema tcheco, russo ou polonês, eram crimes.

Em nossas atividades no Centro Acadêmico Santos Dumont fazíamos tudo isto, em nosso ímpeto juvenil de moldar nossa comunidade, compreender o mundo e querer movê-lo a custa de idéias e ideais.

Nossos líderes e ativistas, subitamente, amanheceram marcados. Um fenômeno que em poucas semanas estigmatizaria milhares de estudantes, professores, jornalistas, políticos, intelectuais e operários.

Não havia como ser diferente.

Em abril de 64, 12 alunos, todos bastante ativos no Centro Acadêmico, foram retirados diretamente das salas de aula do E2, colocados numa kombi e levados para a prisão. Misturando temor e deboche, apelidamos a kombi de “carrocinha”.

Todos foram desligados alguns meses depois, após inquéritos descabidos, que procuravam lhes atribuir ações guerrilheiras, o que era absolutamente fantasioso e infundado.

A este propósito, em agosto daquele ano, dois destes nossos colegas desligados, Raimundo Rodrigues Pereira e João Yutaka Kitahara, conseguiram publicar em carta aberta na “Folha Socialista” uma denúncia das punições sofridas e concluem com um texto que falava por todos os colegas presos, refletindo uma jovem indignação, cheia de esperança:

"Somos brasileiros e o nosso único destino está dentro desse imenso e belo país. Amanhã, quando os numerosos homens de bem que existem nessa República se preocuparem, não com o apoio dos fanáticos e falsificadores, mas com a única e terna justiça, talvez nossos diplomas de engenharia possam servir para edificação da pátria que amamos. Estamos tranquilos. Esse processo em que nos acusam ainda servirá para desmascarar os nossos inquisidores. Eles não devem estar tranquilos."

Até aquela ocasião, todas as punições a alunos eram aplicadas pelos próprios alunos, através de rituais do Centro Acadêmico. De repente nos confrontávamos com punições que não eram originadas em algum dos dois poderes conhecidos, a Escola ou os próprios alunos, mas sim de um terceiro poder, até então olhado como distante, porém a nosso favor.

As punições assim aplicadas tiveram um efeito devastador sobre nossa comunidade. O sistema de confiança mútua, de poder expressar livremente o pensamento, de discordar para promover o entendimento estava abalado.

Juntamente com os alunos foram presos os professores Szmul Jakob Goldberg (Prof. Kuba, como era conhecido, não por homenagem a ilha recém socialista mas por diminutivo de Jakob) e o Prof. Arp Procópio de Carvalho. O Prof. Kuba era professor de Economia e o Prof. Arp era uma autoridade nacional em Transporte Aéreo, autor de livro polêmico nos meios aeronáuticos, “Geopolítica do Transporte Aéreo”.

Ambos eram muito queridos por seus aconselhados e alunos por suas estaturas intelectuais, por suas disponibilidades afetivas e pela valentia e clareza com que defendiam suas posições políticas.

Depois de algum tempo presos e interrogados, foram libertados, sendo destituídos de seus trabalhos em outubro de 64.

Estes dois estimados professores, ambos falecidos, além de perderem seus vínculos afetivos e econômicos com a comunidade que ajudaram a formar, amargaram depois a marginalização acadêmica reservada aos intelectuais opositores do regime.

É com muita honra que registramos hoje, neste auditório, a presença da filha do prof. Arp, Dulce Ângela.

Tempos sombrios iriam lançar escuridão nos próximos 20 anos por todas as instituições brasileiras. Os dois poderes que reconhecíamos, a Escola e o Centro Acadêmico, nada podiam fazer.

Nosso homenageado, Reitor de 1960 a 1965, prof. Marco Antônio Guglielmo Cecchini, procurou deter estas punições, equilibrando determinação e serenidade. Isto custou-lhe o cargo.

Nossa homenagem hoje é um reconhecimento a suas ações em defesa do ITA, ações que na época não conseguíamos alcançar.

Quem mais sofria, no entanto, era o Centro Acadêmico Santos Dumont.

Assim como todos os demais Centros Acadêmicos pelo país afora, O nosso Centro Acadêmico começava um período difícil de sua história, com limites mais rígidos para sua autoridade e identidade.

No final daquele ano de 1964, não haveria festa de formatura. A fotografia dos formandos daquele ano, perfilados no restaurante H13, revela uma tristeza profunda, um constrangimento que só pode ser entendido quando se conhece esta história.

A foto seria um registro apropriado para um funeral. E, de fato, estava ocorrendo o funeral do Centro Acadêmico, que nos era tão caro.

A máquina do tempo agora avança para o final de 1965.

O Centro Acadêmico, mutilado em suas lideranças, se recompõe rapidamente. A indignação pelas punições do ano anterior ainda são muito fortes.

A turma de 65, em simpática, porém imprudente manifestação de solidariedade aos alunos e professores desligados no ano anterior, propõe que eles sejam os homenageados de sua graduação.

E mais, convocam prof. Alceu Amoroso Lima, líder católico e uma das poucas vozes públicas discordantes do poder autoritário instalado, para ser seu Paraninfo.

Desta vez, quatro alunos, com o curso completo são desligados. Os diplomas dos demais seriam entregues sem cerimônia alguma.

A Administração da escola estava definitivamente intimidada e o Centro Acadêmico empobrecido ao extremo.

Segue-se aqui o período mais conturbado da história do ITA, quando se sucedem três reitores em menos de seis meses, e que apenas se estabiliza com a chegado do brigadeiro Paulo Vitor para comandar o CTA.

A máquina do tempo agora precisa avançar mais 10 anos.

O Centro Acadêmico voltava a dar sinais de vitalidade, quando no final de 1975, mais punições atingem com prisão e desligamento cinco alunos, novamente lideranças do Centro Acadêmico.

Dois deles estavam com seu curso completo. Haviam participado no ano anterior dos movimentos que impediram de tramitar no Congresso Nacional projeto de Lei que retirava do ITA o seu caráter ambivalente civil e militar, tornando-o exclusivamente militar.

O aprimoramento da máquina repressiva havia inventado o DOI-CODI em São Paulo, e em parte de seu período de prisão estes nossos colegas enfrentaram os tenebrosos porões daquela famigerada instituição.

Destes 21 casos de colegas desligados por motivos políticos queremos destacar uma história: a de José Roberto Arantes de Almeida. Era nosso colega em 1964 e cursava o quarto ano quando foi preso e desligado.

Recuperou a liberdade, mudou-se para SP e na USP iniciou uma trajetória política que o levaria à luta armada e à morte em confronto com as forças da repressão.

É uma honra para nós recebermos hoje sua mãe, dona Aida Martoni e seu irmão mais novo, Luiz Eduardo Arantes.

Ele nos relata de forma pungente a visita que fez ao seu irmão mais velho quando preso pela primeira vez em 64, sintetizando de forma comovente os primeiros momentos de um novo regime político que ainda não encontrara sua forma mais brutal de ser:

Vejo agora vivamente meu irmão preso na Base Aérea de Santos, logo após a expulsão do ITA, e sou revistado antes de poder visitá-lo, no alto de meus 14 anos. Vejo oficiais rancorosos ao lado de alguns outros sensivelmente incomodados pela truculência de seus pares. Soldados-sentinelas, semi-bérberes, não tendo coragem de nos fitar, pai, mãe, irmão, namorada, meio que dizendo não ter nada a ver com aquilo.

Mas nós temos coragem de fitá-los, à sra. dona Aida Martoni e ao sr. Luiz Eduardo Arantes, para lhes dizer que nos orgulhamos de termos sido colegas do Zé Arantes, pois sabemos que foram pessoas como ele que muito ajudaram a trazer de volta a democracia e o direito à livre expressão no Brasil. Jamais esqueceremos disto.

Histórias como estas estariam esquecidas não fosse a iniciativa do Reitor Michal Gartenkraut em batalhar para restaurar os princípios de liberdade que amparavam nossa academia, encontrando o necessário apoio nas Autoridades da Aeronáutica. Histórias que precisavam ser revisitadas para lhes retirar o peso.

Isto foi realizado graças a um esforçado grupo absolutamente sui generis, que se reuniu em muitos sábados aqui ao lado, no prédio da escola, ao longo de quase dois anos.

Este grupo de 14 ex-alunos e mais o ex-reitor Prof. Cecchini, que passou a ser conhecido como Grupo dos Sábados, ousou se debruçar sobre as histórias destas punições e a investigar a melhor forma de reparar os danos causados à instituição e aos próprios alunos e professores.

Este grupo de trabalho, com a ostensiva concordância de todos os seus membros, após muitas horas de reflexão e ponderações, ousou propor pela primeira vez a concessão dos diplomas que recebemos hoje.

Ousou também, contando com a mesma unanimidade, propor que a escola convidasse os demais alunos com curso incompleto para examinar caso a caso as condições para uma futura diplomação.

Estas proposições encontraram pleno amparo na Lei de Anistia, conforme ficou registrado no criterioso trabalho da Comissão de Anistia, presidida pelo dr. Marcelo Lavenere, e aqui representado pelo seu vice-presidente dr. Sérgio Ribeiro Muylaert, e por vários de seus conselheiros, dentre os quais destacamos dr. Wanderlei de Oliveira, representante do Ministério da Defesa na Comissão de Anistia e dra. Vera Lúcia Santana de Araújo, por terem atuado diretamente no caso do ITA.

Todos os 21 alunos e 2 professores ganharam o estatuto de “Anistiado Político”.

No caso dos professores, o Grupo dos Sábados ponderou que a melhor maneira de homenagear-lhes seria reintegrá-los simbolicamente à comunidade através da inauguração de suas fotos em salas de memória. Este pleito foi encaminhado ao sr. reitor, juntamente com uma placa contendo o nome dos alunos punidos e a lembrança de seu sagrado direito de opinião.

Nossa formatura de hoje é o início de um processo que deverá proximamente se estender aos demais colegas, a quem rendemos publicamente nossa solidariedade.

Entendemos que a atuação conjunta destas 4 entidades, Grupo dos Sábados, Comissão de Anistia, Reitoria do ITA e Autoridades da Aeronáutica, é uma verdadeira Aula Magna de civismo a ser divulgada e festejada. Uma aula que fala da possibilidade de um Brasil melhor, capaz de corajosamente refletir sobre seus erros, reafirmando nosso direito à liberdade de consciência em um Estado de Direito.

É com grande satisfação que vemos reunidas aqui nesta solenidade as quatro entidades artífices de uma reconciliação justa, plena e exemplar.

Alguém pode deduzir de nossa narrativa sobre estas punições políticas no ITA e seu efeito deletério sobre o ambiente estudantil, e, em particular, sobre o Centro Acadêmico, de que estamos expondo mais um dilema, além daquela dúvida sobre a que programa de Governo recorrer na próxima segunda-feira.

Desta vez uma escolha entre hierarquia militar e organização civil. Propor esta escolha é propor um falso dilema. O verdadeiro dilema é escolher entre liberdade e opressão.

Afinal, para que servem as escolas? Escolas são feitas para aprimorar a sociedade e não para reproduzi-la, diz a placa entregue ao Reitor. Se não garantimos liberdade de expressão aos alunos corremos o risco de apequenar corações e mentes de sucessivas gerações até construirmos uma nação de nanicos.

Os alunos precisam se sentir livres para questionar seus mestres e ir alem deles se necessário.

Paradoxalmente, os ambientes de maior liberdade são aqueles que mais ensinam responsabilidade. São os ambientes onde a relação não é de opressão entre o mestre e o aluno, e nem de desafio gratuito entre o aluno e a autoridade.

Os ambientes de liberdade são inspiradores da criatividade e do respeito.

Foi a quebra deste lema que fez o Centro Acadêmico definhar no seu papel de formação democrática, cultural e cívica. Isto não aconteceu apenas no ITA, aconteceu de forma geral em todo o ensino superior.

Primeiro como reflexo direto da intervenção do Estado nos Centros Acadêmicos. Mais recentemente, seu definhamento está diretamente ligado à falta de projetos de país, ao abandono do sonho coletivo, em troca do “Estado Mínimo” e do “Máximo Eu”.

Recentemente tivemos oportunidade de assistir aqui no ITA, no Ciclo de Palestras da Reitoria, uma palestra do maior especialista brasileiro em critérios para programas de erradicação da pobreza, consultor da ONU e autoridade internacional no assunto, ex-aluno do ITA.

Duas observações. Primeiro, o reduzido número de alunos na platéia. Segundo, a instituição patrocinadora: seria melhor se o patrocinador fosse o Centro Acadêmico, ao invés da Reitoria.

Graças aos esforços do Grupo dos Sábados, do sr. reitor, das Autoridades da Aeronáutica e da Comissão de Anistia, o princípio de ampla liberdade para os alunos do ITA volta a ser reafirmado.

Que outra escola pode hoje apresentar-se com a mesma credibilidade do ITA nesta matéria?

Fazemos votos que os alunos atuais continuem a acreditar no Centro Acadêmico como uma rica referência para o resto de suas vidas. Um Centro Acadêmico voltado para a diversidade do ser humano e para a grandeza dos sonhos coletivos que seremos capazes de realizar como Nação.

Que este seja o propósito de estarmos aqui reunidos neste Rito de Passagem! Muito obrigado.”


Turma de 1964

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