Mauro de Souza

De wikITA

Atleta
1963

Mauro faleceu em 13/12/13, às 23h00, justamente na data de 50 anos da formatura da turma.

Depoimentos de colegas de turma

Carpentiere, em 14/12/13:

Foi um grande amigo e parceiro do futebol de salão durante nossa permanência no ITA. Depois, pela sua constante presença em nossos encontros e almoços. E a coincidência: faleceu no dia em que completávamos 50 anos de formatura. A tristeza é muito grande! Que descanse em paz.


Dion, em 14/12/13:

Liguei para o Mauro durante nosso encontro do Jubileu de formatura, em Guararema (11/2013), e ele dissimulou bem seu estado de saúde, dizendo que estava melhorando. Ele trabalhou comigo no Serpro dirigindo uma das unidades mais importantes da empresa.

(Veja um recorte de um jornal de Fresno, California, de 1977, com uma foto em que aparece o Mauro – foto da esquerda, o mais à direita – visitando, pelo SERPRO, um tal de Center, provavelment do Internal Revenue System.)


Paulo Henrique, em 15/12/13:

Quando a minha esposa Dulcínia estava no Hospital Santa Cruz, na Vila Clementino, São Paulo, encontrei o Mauro por lá. Estava fazendo uma investigação de câncer. Isto foi há quase dez anos. Não me falou mais nada após isto. Inclusive esteve numa festa de aniversário na minha casa (foto acima).

Foi uma grande perda. Ele era amigo de todos.


Edmur, em 15/12/13:

O Mauro foi um companheiro querido, sempre alegre e tranquilo, que permanece em minha memória. Durante nosso curso no ITA fomos grandes companheiros nas incontáveis partidas de futebol, especialmente o de salão.


Isak, em 16/12/13:

Eu gostava muito do Mauro pelo seu permanente bom humor e sorriso estampado no rosto, assim como a sua ótima disposição para papos agradáveis e troca de idéias produtivas.

Para não deixar de mencionar episódios do caro colega, lembro-me que ao dirigir-me ao meu primeiro emprego na Metal Leve fui ultrapassado pelo Cri-Cri (era o apelido do Mauro) que, sorrindo, me fez um sinal de dentro do seu Fusca perguntando para onde eu ia. Paramos para tomar um café e ele me falou que também ia para a ML para trabalhar na Divisão de Engenharia e eu lhe disse que fora selecionado para a área de informática. Ele me disse que gostaria muito de ir para essa área. Mal acabei de sorver meu café ofereci-lhe uma troca de cargos, antes mesmo de assumi-los, já que para mim era indiferente qualquer das áreas. Propusemos à ML a troca e ele foi para o setor de informática.

Só me dei conta da visão estratégica muito mais apurada do Mauro após 8 meses quando ele me contou que a sala dele tinha ar condicionado e ele já estava ganhando pelo menos 50% mais que eu ganhava, trabalhando numa sala coletiva em cima de um mezanino de madeira sobre a barulhenta fabrica (junto com o Bandel se não me falha a memória). Ao lembrar esta historinha fico feliz que o ajudei a realizar seu sonho inicial de carreira e reconhecer em público sua visão de futuro mais refinada que passei a admirar, embora nunca tivesse tido a oportunidade de comentar com ele este episódio.


Andreazza, em 16/12/13:

A lembrança que tenho dele era de uma pessoa muito afável, risonha e sempre de bem com a vida, o que no meu entender já é uma coisa notável. Tivemos muita sorte com nossos colegas de apartamento, e em particular com o nosso "Português", como às vezes o chamávamos, nem sei porque; talvez pela sua ascendência.


Bandel, em 16/12/13:

Falando em “Mauro” e “Português” lembrei da nossa viagem à Europa. Passamos os dias finais em Lisboa, e lá, o Mauro foi vedete. Nossos anfitriões não o chamavam de “Mauro”, mas sim, com muito respeito: “de Souza”. Fazia parte da nobreza portuguesa...

Lembro daquela nossa sala coletiva barulhenta e abafada na Metal Leve, contada acima pelo Isak. Não lembrava da sua troca da área de trabalho com o Mauro, não participei daquele cafezinho. Quem deveria então também agradecer ao Isak é o Dion, pois a experiência adquirida pelo Mauro na área de informática da Metal Leve certamente foi uma boa base para seu posterior trabalho no Serpro.


Dion, em 18/12/13:

Agradeço ao Isak por sua ajuda involuntária para eu ter o Mauro na equipe do SERPRO em uma função muito responsável e sensitiva.

Ele dirigia o Centro de Tratamento de Informações (CTI) situado em Osasco, onde estavam instalados os maiores computadores do SERPRO (na época os maiores instalados no Brasil), com os arquivos centrais de todos os registros sobre pessoas físicas e jurídicas registradas no Ministério da Fazenda. Era uma tarefa sensitiva por causa da extrema, quase neurótica, garantia de segurança dos dados. Os que chegavam eram processados e transmitidos via a primeira rede de teleprocessamento criptografada do país. Para se ter uma idéia, uma declaração de IRPF era digitada (a declaração era em papel) e validada por operadores diferentes para diferentes páginas e os dados eram agrupados em registros identificados pelo CPF e enviados em blocos de informações dispersos na massa de dados e transmitidos para o CTI das bases do SERPRO desde Manaus a Porto Alegre. No CTI os registros eram integrados por CPF para então serem processados e comparados com os dados históricos (malhas).

A responsabilidade do Mauro era enorme nesta tarefa (não dormia bem durante o grande batch anual do IR) e pela gestão de um conjunto de edifícios dentro de muros altos, com autonomia total de água e energia garantida por geradores e nobreaks enormes para o caso de falta de energia externa, mesmo que alimentada por dois anéis de fornecimento. A equipe era numerosa, muito disciplinada e motivada graças ao caráter e exemplo cotidiano do Mauro como líder de equipes.


Laudo, em 17/12/13:

Salgado, Jair, Mauro e Laudo comemorando o Centediário
Para atender aos apelos do Setzer sobre depoimentos em aspectos relacionados à convivência com o Mauro nos tempos de ITA, resolvi relatar algumas passagens, para mim marcantes, de nossa convivência no H8.

Compartilhamos (Jair, Salgado - o Nepô -, Mauro e eu) por 4 anos um mesmo apartamento do H8. Ocorre que Mauro era o único 'felizardo' que, por morar relativamente perto, em São Paulo, podia passar quase todos os finais de semana com a família. Assim, fazia parte do jogo brindá-lo com alguma peça quando de seu retorno no domingo à noite. Os brindes incluíram uma lata cheia d'água mal apoiada na porta de entrada do apartamento - com luzes devidamente apagadas -, ou o seu querido despertador devidamente desmontado sobre sua cama, sempre complementados por 'elogios' à sua 'ascendência' lusitana, claro. Com o tempo ele aprendeu a se livrar da lata d'água e a esconder o despertador (Nepô era o líder da equipe encarregada da tenebrosa recepção - grande sacana, a inventar novas 'bondades' a cada semana). :))

Do ponto de vista profissional, é interessaante registrar que, ainda em 1964, acabei convencendo o Mauro a trocar a Metal Leve pela Máquinas Bull do Brasil. Na Bull fizemos uma grande parceria, com bastante sucesso e, devido a isso, ela resolveu selecionar e contratar, no início de 1965, um grupo de 6 recém formados do ITA, que tiveram a oportunidade de passar por uma capacitação específica nos negócios da empresa. Foi uma excelemte experiência, que veio complementar a convivência de quatro anos de mesmo apartamento no H8.

Fotos diversas

Campos do Jordão, 1993: Sérgio, Wellington, Amadeu? (meio escondido), Dória, Mauro, Bastos, Isu, Carpentiere e Isak
Vovô Mauro


Turma de 1963

Links externos

Resumo do TG

Recorte de jornal dos EUA, de 1977, com notícia e foto do Mauro.

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