Nelson Caiado de Castro Zilli

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A OBRA PIANÍSTICA DE ESTÉRCIO MARQUEZ CUNHA

Este artigo apresenta uma visão geral das obras para piano escritas por Estércio Marquez Cunha, um compositor nascido em Goiatuba, Goiás, em 1941. Sua obra pianística, ainda no formato manuscrito, representa um parte significativa do repertório brasileiro produzido a partir da segunda metade do século XX.

A suíte foi um gênero utilizado por Estércio apenas em sua fase de estudante de composição. Este exercício produziu duas obras: Suíte Brasileira e Suíte Clássica. Com uma proposta de cunho mais nacionalista, a Suíte Brasileira, escrita em 1966, apresenta quatro peças - Prelúdio, Côco, Toada e Congada - distintas quanto ao caráter e andamento, podendo ser interpretadas separadamente. O Prelúdio apresenta sonoridade modal, o que lembra canções nordestinas, numa forma livre com frases de três compassos. Com forma ABA’ e compasso binário simples, a segunda peça, Côco, traz um ostinato rítmico e melódico sobre o qual é construída a melodia principal. Na Toada, o compositor cria uma melodia lírica na linha superior, acompanhada por síncopes, num contracanto e acompanhamento simples de baixo e acordes. Finalizando a suíte, o compositor explora novamente o rigor rítmico na Congada, fazendo uso de ostinatos, síncopes e contratempos em andamento vivo e textura que valoriza o som percussivo do piano.

O termo côco designa uma dança peculiar do Nordeste e Norte do Brasil, em que a forma se estabelece com estrofe-refrão, geralmente em compasso binário ou quaternário simples. As peças Prelúdio e Côco tiveram sua primeira audição no dia 15 de dezembro de 1970, em Goiânia, no recital realizado por alunos do compositor, tendo como intérprete Nelson Caiado de Castro Zilli.

( Fonte: http://www.duobarrenechea.mus.br/artigos/estercio.pdf )


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