O F5, o Fusca e o pouso

De wikITA

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O texto a seguir foi publicado no FaceBook pelo Arnaldo Rodrigues Barbalho Júnior da T77 em março de 2019

Ele diz: "Desconheço a autoria."

Você acredita? O F5, o Fusca e o pouso


O ano é 1980, o dia 14 de agosto. Imagine você dirigindo seu Fusca por uma simples estrada de terra. Alguns metros de pista e logo você chega na estrada principal, asfaltada, que o levará até a cidade. De repente um estrondo, um clarão, e um tranco enorme que te desnorteia a ponto de você não crer que na sua frente está um caça freando na pista que antes só tinha você e seu fuscão. Consegue imaginar o susto? Pois foi isso que aconteceu na estrada que liga as cidades de Varginha e Paraguaçu, em Minas Gerais. Dois jatos F-5 voavam em missão de treinamento quando um deles precisou realizar o pouso em uma estrada próxima, por falta de combustível. As razões dessa falta de combustível são meio obscuras na história, mas fato é que não havia outra solução para o piloto do caça.

Escolhida a pista, o piloto começa os procedimentos de pouso enquanto o outro avião envia as informações para a base, com o objetivo de já facilitar o trabalho que a equipe de solo, que futuramente teria que retirar o jato dali. Alinhado na estrada, o piloto começa a descida quando subitamente, do meio do nada, surge um Fusca! Naquela altura era impossível realizar qualquer manobra para evitar o iminente impacto entre o avião e o carro. Em questão de segundos o veículo foi atingido no teto pelo trem de pouso do avião, sentindo na sequência a força do vento deslocado pela turbina (o "jet blast"), aterrorizando o motorista. O avião não sofreu avarias e conseguiu completar o pouso. A FAB apareceu com sua equipe de solo no outro dia para abastecer o avião, fazer as manutenções necessárias e colocar o F-5 para decolar dali mesmo, retornando para a base. Mas e o Fusca? Aí vem outro fato curioso da história. Diz a lenda que uma equipe da Força Aérea entrou em contato com o dono, buscando ressarcir os danos e, para espanto dos oficiais, a resposta do dono foi um sonoro "NÃO". Segundo ele, se o veículo fosse reparado, quem acreditaria na sua história?"


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