PEA-IPD

De wikITA

PEA era a sigla da Divisão de Eletrônica do antigo IPD, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do CTA. Muitos iteanos foram trabalhar lá logo depois de formados.

Depoimentos de colegas

Do Santo (T63):

Eu trabalhei no PEA em 1964 e junto com o Hans (T63) trabalhávamos com o José Ximenes. Em 1965 eu e o Oswaldo Pires fomos trabalhar na CNAE, Comissão Nacional de Atividades Espaciais, extinta em 1971, quando foi criado o INPE, ainda como órgão vinculado ao CNPq. Íamos à CNAE duas vezes por semana fazermos um curso de manutenção de um computador de primeira geração IBM-650, a válvula, e substituir o Fernando Walter (T63) que ia para os Estados Unidos fazer o doutorado. Depois de algum tempo o Pires desistiu; eu fiquei e fui convidado pelo Mendonça a me transferir para o CNAE definitivamente. Ele saiu no último ou penúltimo ano de eletrônica e depois formou-se na Escola Politécnica da USP. Quando foi para o PEA ele era recém formado como nós.

O Ximenes era eng. eletrotécnico formado na Escola de Engenharia de Itajubá. No PEA ele era responsável pela seção de projeto e fabricação de transformadores para serem usados nos projetos de eletrônica.

Do Nivaldo (T63):

Lembro-me bem, que o Santo e o Hans trabalhavam no desenvolvimento do transformador de 100 Hz, 3 VA, para o motor bifásico do indicador do ADF 'Defão' (projeto oficial do PEA). Quando o programa Defão foi interrompido, esse projeto foi aproveitado nos Definhos (da empresa PEK), que foram industrializados pela Pontes&Moraes e instalados nos Regentes Elos (mantidos pelo Parque de Lagoa Santa) e devem estar funcionando até hoje (acho que não...). O Ximenes foi trabalhar na Embraer, onde sofreu um bocado como meu gerente. Já partiu...

Me lembro também do impressionante computador da CNAE. Era uma sala que tinha todo volume preenchido com válvulas (12AX7?), todas iluminadas. Um belo gerador de calor!


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