Problemas do ITA e Soluções Propostas

De wikITA

Tabela de conteúdo

Problemas de Reconhecimento do ITA no Exterior

Carga Horária no ITA e na Europa

Através do processo de Bologna, a Europa está unificando os sistemas educacionais de seus países. O cerne da unificacao é o sistema europeu de troca de creditos (ECTS). Nesse sistema, um B.Sc. deve ter 180 ECTS (3 anos), enquanto que um M.Sc. 120 ECTS (2 anos) (Um Diplom alemão no sistema antigo equivaleria a 300 ECTS, 5 anos). A carga horária do ITA corresponde a aproximadamente 450 ECTS. No entanto, um diploma do ITA provávelmente é considerado equivalente a apenas um B.Sc. europeu.

Possíveis soluções:

  • Reduzir a carga horária de matérias irrelevantes e ultrapassadas no ITA.
  • Fornecer aos alunos formados um documento oficial que indique a quantidade de créditos ECTS completados pelo aluno durante a graduação no ITA.
  • Facilitar e fortalecer o PIGM (Programa Integrado Graduação Mestrado), de forma que alunos do ITA possam obter um M.Sc. no ITA ainda mais rápidamente.

Exames e Notas no ITA e na Europa

Na Europa, o processo de Bologna prevê um sistema com 5 notas (A, B, C, D e E). Em alguns países (e.g. Alemanha, Áustria,...), há apenas uma prova oral de 30 minutos para cada matéria, na qual o professor da matéria escolhe uma nota baseado em sua impressão subjetiva sobre o aluno. No ITA, cada matéria tem geralmente entre 3 e 5 provas escritas objetivas de ao menos 2 horas cada. Em média (e dependendo da relação pessoal do aluno com o professor), é mais difícil obter um MB no ITA que um A no sistema europeu. O problema ocorre quando, por exemplo, um bom aluno do ITA com vários MBs aplica para um mestrado ou doutorado no exterior e os MBs são convertidos para Bs no sistema europeu. Com isso, o aluno enfrenta uma dificuldade para ser aceito, apesar de possívelmente ser mais capaz que um aluno europeu que só tenha As.


Possíveis soluções:

  • O ITA poderia fornecer um transcript oficial com notas já convertidas para o sistema (A, B, C, D e E), e convertidas de maneira favorável ao aluno do ITA. Para evitar que conversões desfavoráveis dificultem desnecessáriamente a entrada do aluno do ITA no mercado acadêmico do exterior.

Desconhecimento do ITA na Europa

Enquanto no Brasil o aluno do ITA tem um status quase lendário e pode obter práticamente qualquer emprego ou posição acadêmica que quiser, na Europa o ITA é quase totalmente desconhecido e seus alunos são geralmente tratados como graduados de uma universidade regional qualquer do terceiro mundo.

Possíveis soluções:

Brain Drain e Brain Gain

ToDo:

"Benefício do quinto ano na Europa: do ponto de vista de desenvolvimento nacional, quem está se beneficiando com esse esquema? O Brasil, a Europa? A meu ver, o maior benefício será da Europa, pois muitos de vocês ficarão por aqui. Isto chama-se simplesmente "brain-drain". Eu fui um dos pioneiros do ITA a ficar permanentemente na Europa, hoje trabalho no governo europeu com a responsabilidade de desenvolver a pesquisa européia e o relacionamento indústria-academia na Comunidade Européia. Quem lucrou com a minha formação de alta qualidade? "

"Acho que o problema do "brain-drain" está ligado ao problema estrutural da indústria brasileira que eu mencionei antes. Por que eu que completei o meu PhD voltaria para o Brasil, apesar de ser a minha terra natal e eu me senti em casa, se não existem empregos por lá?"

Problemas de Currículo

Matérias Irrelevantes e Ultrapassadas

A Macaqueação do Bizu

ToDo

"Não conhecia o problema do famoso "macaco". Esse jargão não era conhecido na década de 70. Caso seja um problema real no momento, isto pode significar o começo do fim do ITA. Neste caso, a responsabilidade está com os professores e com a direção do ITA. Certamente, devemos levantar esta questão a alto nivel."

"Ainda estou no primeiro ano e desconheço totalmente a gênese do macaqueamento, mas, desde já, percebo que é o que possibilita grande parte do pessoal se formar. Atualmente, o primeiro ano tem 7 matérias mais o CPOR, totalizando quatro tardes ocupadas. O tempo para "amadurecer o conhecimento" inexiste, se contarmos apenas o ITA. Fora a carga horária surreal, nós, alunos, nos dedicamos às iniciativas (das quais muitas já sofrem com a falta de membros devido a sugação do ITA...) e a cursos extra-curriculares, como línguas e outros, indispensáveis à formação de bons profissionais. Nesse cenário, o macaco e os bizus são coisa corrente, arraigada e que dificilmente mudará sem que haja uma revisão drástica no currículo."

"Seria interessante saber como esse problema do "macaco" começou. Eu acredito que tenha começado por causa do aumento da carga horária nas últimas décadas. Aos mais antigos eu gostaria de saber se na sua época tinha o "macaco" também."

Qualidade de TGs

Ferramentas pessoais