Roger Tadeu Gondim Guilherme

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Roger Tadeu Gondim, gerente de engenharia de Power Train da Volkswagen, conhece como poucos a história e evolução dos motores bicombustíveis no Brasil. Ele integrou a equipe que desenvolveu o primeiro motor flex do País. Uma de suas primeiras tarefas na empresa, no início de 2002 foi, ao lado de outros técnicos, estudar as viabilidades de um motor funcionar com dois combustíveis. Explica que isso só se tornou possível depois do advento da injeção eletrônica. Naquela época já tinham sido criadas condições de se implementar um projeto desse porte, graças à chegada de um sensor virtual, economicamente viável e uma legislação mais bem definida para a regularização dos veículos bicombustíveis. Um Gol motor 1.6 da chamada geração III foi o primeiro veículo a ir para o asfalto com os dois combustíveis, em março de 2003. Gondim não fala sobre o valor do investimento à época. Mas para se ter um parâmetro, nos dias de hoje, para se desenvolver o projeto de um motor, já com o hardware pronto, não se gasta menos do que R$ 3 milhões. Desde o lançamento em 2003, segundo Gondim, a indústria tem investido em tecnologia para deixar os motores com um gerenciamento cada vez melhor para a identificação dos combustíveis e maior controle da emissão gases.

(Transcrito da revista Altenergy #2 de março/abril de 2008)

Links externos

Lançamento do Gol Flex em março de 2005


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