Ronaldo de Magalhães Castro

De wikITA

1963

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No ITA

Magalhães foi membro do DOO (Departamento de Ordem e Orientação do CASD, Centro Acadêmico Santos Dumont) e quase morreu de pancada da polícia numa briga da turma em São José dos Campos. Felizmente, no último instante foi salvo pelo colega Mac Dowell, o GOG (AEROV-61), faixa preta de judô , que se atracou com o policial de cassetete pronto a atingi-lo pelas costas. Resultado: os envolvidos foram presos. Quem os socorreu e libertou da cadeia foi o colega da T63, cap. Heitor Borges Júnior.

Levou em sua Vespa muitos colegas bêbados para o H8, após achá-los esparramados pela estrada ou no mato, até que um dos mais bêbados jogou todos no chão. Com isso, as duas garrafas de Rum Motilla recuperadas das mãos dele, espatifaram-se nos bolsos externos de um casaco de Cotellet, que Magalhães usava para o frio de junho/julho.

Foi um dos tesoureiros da viagem da turma à Europa por escolha do colega Bastos.

Formação Acadêmica

  • Engenharia Aeronáutica – Aeronaves, Opção Motores (ITA 1963)
  • Mestrado em Engenharia Mecânica, com a dissertação “Medida de temperatura em corpo de pistão em operação; simulação matemática de isotermas” (ITA 1972)
  • Curso de pós-graduacao em Administracao de Empresas (FGV, 1978)
  • Diploma Superior em Língua Francesa e Literatura (Nancy II, 1962)
  • Vários cursos de termodinâmica na Sup-Aéro, França

Vida profissional

  • Setex – Servicos Técnicos e Comércio Internacional Ltda., São José dos Campos e Rio de Janeiro.
    Diretor, 2012 até o presente.
    Marketing e venda técnica e comercial de equipamentos de médio e grande porte de aplicação estática (trocadores de calor, vasos de pressão, reatores e torres de processamento, caldeiras de recuperação de calor industrial etc ) e dinâmica (bombas centrífugas, compressores de gases, turbinas a gás) em óleo e gás. Sistemas de telecomunicação por satélite, inclusive militar, nas áreas de óleo e gás.
  • Conpet – Consultoria e Engenharia de Petróleo Ltda, Rio de Janeiro.
    Gerente comercial e agente técnico comercial exclusivo, contratado pelo fabricante alemão de compressores de médio porte Borsig ZM, 2005 a 2011. Totalizou vendas de US$ 25 milhões.
    Marketing e venda técnica e comercial de turbinas a gás do fabricante Solar Turbines, EUA. Desenvolvimento de novos negócios na área de óleo e gás para compressores de gases da Borsig ZM , Alemanha. Venda técnica e comercial de sistemas especiais de tratamento de efluentes industriais.
  • Manturbo AG, Oberhausen, Alemanha.
    Exclusive consultant for Brazil e general manager, Brasil, 1995 a 2005.
    Agente exclusivo contratado pela Alemanha para desenvolver os negócios no Brasil desde o grupo inicial GHH ,depois pela aquisicao da Borsig pela GHH Borsig até a atual MAN Diesel e Turbo Brasil (após aquisição da Sulzer Turbo). Único responsável local para todas as vendas, totalizando o valor de Euro 40 milhões para os sistemas completos de compressores e turbinas a gás
  • Setex – Servicos Técnicos e Comércio Internacional Ltda, Rio de Janeiro.
    Diretor de novos negócios, 1988 a 1995. Diretor estatutário da empresa russo-brasileira Tyazh do Brasil.
    Venda de bens de capital (máquinas e equipamentos em siderurgia) de fabricação da União Soviética e de bens de consumo (café solúvel etc.) no Brasil. Constituição e participação como líder do licitante vencedor de concorrência internacional pelo BNDE para a segunda privatização do governo brasileiro, alavancando preço super-valorizado pela Celma, Petrópolis, empresa fabricante de peças de turbina a gás e centro de manutenção de turbinas aeronáuticas da aviação comercial (Prat & Whitney JT-8) e militar de propriedade do M. Aer. Reativação do comércio China–Brasil por barter de coque siderúrgico para os alto fornos da CSN e chapa galvanizada para a Xanshi.
  • EQSA - Equipamentos Villares, São Bernardo do Campo, SP.
    Gerente geral de óleo e gás, 1988 a 1994.
    Consolidou a EQSA na área de sistemas mecânicos para óleo e gás, viabilizando e efetivando associações estratégicas, tais como com a Cameron Iron Works, EUA, para árvores de natal molhadas e de compressores alternativos com a Ingersoll, EUA. Realizou vendas totalizando US$ 65 milhões em equipamentos e peças.
  • Hispano Suiza do Brasil, Rio de Janeiro, 1981 a 1988.
    Diretor estatutário técnico industrial contratado pela Hispano Suiza, França.
    Liderou o processo técnico industrial e planejou a substituição dos técnicos franceses por técnicos e engenheiros brasileiros, permitindo a nacionalização (61% do valor comercial de venda) dos 27 grupos turbo-geradores e de acionamento mecânico de compressores centrífugos Siemens para as primeiras plataformas da Bacia de Campos (Garoupa, Enchova, Pampo I, Pampo II, Cherne I e Cherne II). Parte de sua equipe técnica (sete engenheiros), pela excelência dos trabalhos de montagem, manutenção e testes, foi transferida para a matriz na França após alguns anos.
  • Alcomotor – empresa do grupo da Sondo Técnica Engenharia SA, Rio de Janeiro, 1979 a 1981.
    Diretor executivo.
    Contratação pelo Conselho Nacional de Petróleo (CNP) para definir o uso de álcool hidratado em motor diesel, sem modificação do motor original. Supervisão da operação de frota de caminhões e ônibus em várias parte do Brasil durante quase dois anos –programa de dupla alimentação dos veículos a diesel (CNP). Estudo técnico e industrial para a viabilização da produção do álcool etílico a partir de outras matérias primas diferentes da cana de açúcar (mandioca e celulose), criando uma cadeia produtiva comum como no petróleo (contratação pelo Grupo Villares).
  • Departamento de Motores (PMO)do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), São José dos Campos, 1968 a 1979.
    Diretor geral (cargo equivalente ao de coronel) e diretor técnico.
    (O PMO, como órgão do governo, liderou o uso como combustível do álcool etílico hidratado nas aplicações veiculares automotivas até 450 CV e de turbinas a gás até 1 MW).
    Elaboração de estratégia do Governo Federal como elemento técnico na aplicação veicular do álcool para o Ministério da Indústria e Comércio e para o Ministerio de Energia. Colocação da primeira frota de carros de passeio (Chrysler,VW e Ford ) usando exclusivamente álcool etílico em percurso pioneiro nacional. Cooperação com a Garrett, EUA para obter a primeira turbina a gás de 350 KW no mundo usando álcool etílico hidratado como combustível exclusivo. Idem, primeira turbina veicular (Turbina Rover do carro inglês de mesma marca), usando exclusivamente álcool etílico hidratado como combustível. Várias aplicaões estacionárias dessas turbinas em iluminação pública ou de emergência (ilha de Itaparica, BA e Santa Casa de S.J. dos Campos), em casulo aerodinâmico (A.P.U. móvel de esquadrilha) instalado debaixo da asa do avião militar AMX-Xavante. Estabelecimento dos parâmetros de teor ideal de álcool anidro na gasolina nacional para definir a resolução do CNP. Definição técnica para estabelecer uma política nacional de nacionalização e absorção de tecnologia para turbinas aeronáuticas agregando governo e indústria privada em programa de cooperação técnica e industrial. Assinatura do primeiro contrato com a Rolls Royce para o turbo-hélice do futuro avião Super-Tucano.
  • Societé Turbomeca, Bordes, França.
    Engenheiro contratado pela empresa francesa, 1964 a 1968.
    Engenheiro chefe das linhas de manutenção das turbinas Marbore II e IV (Fouga Magister), dos turbo-motores Artouste II e III (helicópteros Alouette e Gazelle) e do turbo-motor do trem TGV (alta velocidade). Engenheiro responsável pela instalação das linhas de montagem para manutenção seriada em Tarnos, nova fábrica da Turbomeca. Engenheiro cooperador do desenvolvimento de novas câmaras de combustão anular e da melhoria do sistema de regulagem hidráulica das turbinas em geral.

Atividades universitárias

  1. Disciplina semestral Engenharia de Motores de Propulsão, ITA, 1º semestre de 1964.
  2. Disciplina Mecânica dos Fluidos, terceiro ano de engenharia, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 1971 a 1978.
  3. Aulas práticas de laboratório, terceiro ano de engenharia, idem ao anterior.
  4. Disciplina sobre turbina a gás na geração de eletricidade em refinarias, para engenheiros sêniors da Petrobrás , 1982 a 1989
  5. Cursos avulsos e palestras sobre tecnologia aplicada e álcool etílico como combustível, Escola de Estado Maior das Forças Armadas, CNP.

Detalhes pessoais

  • Nacionalidade: brasileira, Patrocínio, MG.
  • Nascimento: 1/2/1939.
  • Estado civil : divorciado.

Em 29/3/15 Magalhães enviou o seguinte relato lembrando a época de infância e juventude:

Em Sao Paulo, onde cheguei de Patrocínio aos 7 anos, morei um curto tempo na casa de minha avó paterna (Olga, que tinha casado aos 13 anos com meu avô que era seu tio) na Rua Bahia, no bairro de Higienópolis.

Depois morei na Rua Pelotas em frente à fabrica de cadeados Faber, de alemaes em cuja escola fiz parte do primário. Foram uns dois anos apenas. Nas quartas-feiras de manhã ia fazer um piquenique, indo até o final da R. Tutoia, onde começava uma picada seca num brejo onde foram plantados Eucaliptos (era o chamado Parque dos Eucaliptos, atual Ibirapuera). Ai permanecíamos por uma hora brincando e ate podendo molhar os pés descalços num riacho de águas límpidas e cheio de lambaris que beliscavam o pé; tomava a merenda trazida de casa numa clareira perto do lago onde hoje é a Assembleia Paulista.

Depois morei na R. Ismênia dos Santos, travessa da R. Lins de Vasconcellos (onde tomava todo dia leite fresco de vacas holandesas criadas na várzea onde hoje há uma via expressa), quando estudei no primário em Escola Pública no Bairro da N. Sra. da Gloria (perto do cemitério).

Finalmente mudei para a Vila Mariana, na R. Bartolomeu de Gusmão, quando estudei no Liceu Pasteur, na Vila Clementino, em São Paulo, onde concluí o científico, que era dado de manhã. Ao mesmo tempo conclui o “Bacho” na parte da tarde fazendo o curso equivalente ao da França. Morei lá até ir para São José. A família continuou na mesma casa até que, eu já estando no exterior, mudar-se para o Jardim Klabin num loteamento novo só residencial, onde tinha sido a chácara dos Klabins em São Paulo.


Magalhães tem uma fazenda em São José dos Campos, a Pedra d'Água. Segundo ele,

"A sede está entre as árvores nativas mantidas (muito Angico Branco e outras) e dois tanques de água corrente comunicantes e com as minas d'água respectivas. Realizei um sistema engenhoso com desvio de água barrenta em caso de chuva. Os tanques foram feitos entre as lajes de rocha verticais e horizontais de um deslizamento, acredito que pré-histórico."

Sede da Fazenda Pedra d'Água
Sede da Fazenda Pedra d'Água


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