Texto do Fercouza para a ita-net

De wikITA

Iteana e iteano

Há muito não exponho coisas que penso do ITA e dos iteanos. Aproveito o Sábado das Origens SDO de 2010 para fazê-lo. Será longa ou curta etc. não sei ainda. Saberei ao final você que agüentar ler, também.

O começo

Queria ir, acabei indo, ao SDO.

Aos 74 anos não me sinto com disposição de dirigir um carro do Rio a SJC, e volta, sozinho. O ônibus não me apeteceu, aéreo é caro.

Precisava de companhia dando carona ou indo com alguém.

Salvou-me o Leonardo Yamamoto, MEC-75. Ofereceu-me carona na ida e vinda.

Viajamos nós quatro: Leonardo, seu filho e sua namorada e eu. Ótima viagem, ótimos papos. Um outro filho dele estuda no ITA.

A chegada

Chegamos após o descerramento da placa homenageando os fundadores da AAAITA, Associação dos Antigos Alunos do ITA, creio que em 1954. Pelo menos três dos fundadores estavam lá. Certa hora encontrei-os no saguão da entrada da Reitoria, sentados, alguns com suas esposas.

Cumprimentei-os. Senti-me bixo! Olha que é raro alguém da 59 sentir tal coisa.

Coquetel, chopp e bate papo no saguão. Inscrição, fita para o churrasco.

(Era contra o churrasco. Continuo contra. Obrigam todos a comerem carne vermelha, normalmente fria ou que virem vegetarianos. Com aquela quantidade de gente não é possível atender a todos. Creio que só há uma torneira em toda a área do churrasco.

Preferia um cozido, ou macarronada. O cozido poderia ter peixe com pirão e com as diversas carnes, frango inclusive. Mais eclético e mais opções.

Mas a tradição fala mais forte, segundo me afirmam e afirmaram.

Continuo contra.)

Empunhei uma vela, cobri-me e me fiz de calouro na caminhada do Profeta Acir. Não me senti ridículo, diverti-me.

Gostei das duas idéias: da homenagem aos fundadores da AAAITA e manter uma tradição do ITA, oferecendo a oportunidade de relembrar a quem quisesse.

Soube que há um iteano, o Pitombo(?), de 53, que nunca faltou a um SDO! E quando uma caneca se quebra pede que a reponham! Bem que poderiam fotografar esta coleção.

No papo conversei com o Presidente da AASD, o Peixoto. (Espero que o nome esteja correto.) Ótimo papo.

Está trabalhando junto a AEITA. Hoje muitos alunos recebem um auxílio dado pela AEITA. Para um mínimo de sobrevivência pessoal. Quer ajudar mais os que precisam. Dar-lhes a oportunidade de fazer cursos hoje essenciais, inglês por exemplo. Apreciei a preocupação e como pretende alcançar suas metas, que ele as exponha na hora certa.

O FADA, Fundo de Assistência da AEITA, é uma idéia do Tomás, ELE-59. Uma sobra dos recursos doados ao Fada sem destinação designada, foi usada para dar um auxílio aos alunos carentes. A Dival selecionou quem precisava.

Uma coisa boa da renovação da diretoria é esta. Teem idéias novas, vão inovando e aproveitando o que já existe.

Vejo no FADA, no Informativo e por aí vai. Não importa quem fez, importa se é válido ou não.

A assembléia, sábado.

Começa vazia e vai enchendo com o passar do tempo. Não se conta quantos lá estão. Deve ser possível. Mas não é feita a contagem. Quanto iteanos foram? O churrasco é mais fácil: o número de churrascos vendidos. Caro, creio eu.

(No churrasco sentei-me na mesa onde estava o outro iteano da minha turma, 59, que foi, o Chico Galvão. Certa hora aparece com um prato com carne e frango e comenta: agora tem! Eram 15:30! Notaram que sou contra o churrasco?)

O Marcelo apresenta a prestação de contas. De forma transparente, sincero e correto. Mas não há comparativo.

Pergunta a minha opinião! Danou-me, sou Presidente do Conselho Fiscal e não entendi os números da AEITA. Senti-me mal, envergonhado. Não fizera o dever de casa.

Só tenho uma justificativa: o Tomás, O Culpado, fazia, expunha e explicava.

Talvez quem seja do conselho Fiscal devesse entender o mínimo de contabilidade! Para certos cargos que haja o mínimo de conhecimento técnico! Se para gari precisa, para o Conselho também.

Senti-me reprovado neste quesito.

A AASD faz bela apresentação.

Usando belo recurso de movimentação das lâminas com um aparelhinho maneiro. Quem sabe eles contam depois como fizeram.

Houve curta apresentação do livro Histórias para Contar. Pareceu-me corrida.

Gostei da homenagem ao James Pessoa, Presidente da VSE, Vale Soluções de Energia.

É um entusiasta do ITA/CTA. Tem ajudado, e muito, o ITA e CTA. Descobre e explora as boas coisas do CTA/ITA que não foram valorizado por nós. Já fez uma apresentação na AEITA Rio que foi de um entusiasmo só.

O Reitor comparece e mostra de forma direta as boas coisas acontecendo no ITA. E são muitas. Uma pena que mais gente não estivesse lá.

(Acho o ITA hoje muito melhor que o da minha época. É diferente e melhor. E bota diferente nisto.)

O coro dos garotos e o Cova Dela, no final, dão um toque de emoção muito bom.

Depois, o churrasco.

A Assembléia

Começa com poucos e vai enchendo. Não é o local próprio ou propício á confraternização. Esta se dá no churrasco.

Com tanta coisa a apresentar, o tempo de 9:00 ás 12:00 é curto. Senti este drama na minha época, vi a mesma sensação no Saddock. Como resolver, o que fazer?

E há muito a ver no ITA e CTA.

Estranhei a ausência da FCMF e de alguém do DCTA. Mas com o problema do tempo, será exequível? Temos três momentos: chegada na sexta a noite, assembléia e churrasco no sábado. A confraternização maior e com mais gente é durante o Churrasco.

Achei este sábado das origens muito bem bolado (o corretor não gosta do craneado).

Parabéns à gestão do Marcelo.

Aliás fico com dor de cotovelo porque teem dois voluntários na AEITA, o Calheiros e o Barbieri. Lutei por estes voluntários e nada consegui! Eles teem dois. Doeu!

Ainda falta o homem da informática, para organizar o TI da AEITA. Que apareça logo! (Palpite meu, talvez a gestão atual não pense assim.)

O churrasco e curiosidades.

Já afirmei que sou contra o churrasco. É onde há a confraternização. Papo solto, encontros. De novo, há iteanos que me procuram, querem conhecer o fercouza.

Conheci o Portella, Mattoso e outro que me procurou e esqueço o nome. O Lélio, Coyote, já conhecera em pessoa antes.

O José Ellis Ripper Filho, ELE-61 comenta que, no Brasil, o maior número de patentes é da Petrobrás e depois da Unicamp.

Ripper comenta que ao sair do ITA queria fazer mestrado e doutorado. O ITA sugeriu MIT e Stanford. Fez seu pedido de inscrição para as duas. Recebeu uma carta da primeira aceitando-o e da segunda um questionário a ser preenchido. Procurou o Luiz Guimarães Ferreira, ELE-59, que lá estava fazendo seu doutorado no MIT. O Guima disse que pode vir, é moleza. O Ripper discorda desta moleza.

Salienta que em laboratório a cultura do ITA é bem superior ao do MIT! Considera a ênfase dado nos labs no ITA melhor. Foi moleza neste aspecto.

Após algum tempo perguntou ao pessoal do MIT porque o aceitaram tão rápido. A resposta foi bem pragmática: O melhor aluno de pós, de todo o MIT, naquela época, era o Guima. Aí vem outro aluno da mesma escola recomendado pelos mesmo dois professores, era importante garantir que viria para o MIT e não para qualquer outra universidade.

O retorno

Por razões de logística aceitei a carona de volta com o casal Kátia e Floriano Salvaterra, ELE-93.

Passamos primeiro no H8 reformado. Visitamos um apartamento.

Que susto quando vi aquele corredor infindável! Coisa dantesca.

Porque manter tal coisa? Sadismo, acomodação, não veem?

Não é por questão de segurança. O muro nos fundos dos apartamentos é baixo. Tirar um bloco e passar pelo furo ou pular o muro é fácil.

Inacreditável manter a entrada única. Que corredor mais deprimente. Sobrevivi a ele e não é coisa que me marcou. Devo ter algo errado na minha personalidade.

Almoçamos na volta em Penedo, em ótimo restaurante. Kátia e Floriano são gourmets. Escolheram o Jardim Secreto, excelente e acolhedor. Valeu.

Fui e vim em excelente companhia, grato às companhias e papos. Leonardo e Floriano trabalham na Technip, no Rio.

Outras observações.

Tive papos com o Sidney Lage Nogueira (AER-74), Bagual e Ripper, sobre educação. Que gente competente! E devem ter outros iteanos com a mesma experiência e visões diversas. Porque não se juntam e apresentam sugestões ao ITA?

Não entendo esta dispersão. Muito bostejo, pouca ou nenhuma ação.

O que há de errado conosco, nós iteanos que não conseguimos traduzir a experiência em algo mais útil e palpável?

Que tal alguém empunhar esta bandeira e liderar um grupo para sugerir caminhos na área acadêmica para o ITA?

Faça um mini projeto e comece a buscar opiniões, faça a síntese e apresente ao ITA, iteanos tipo Reitor, Sakane, Celso Massaki Hirata e por aí vai.

Nada como ter idéia para o outro fazer! É fácil.

Qual a mística do ITA? O que faz gente vir a SJC com mulher e três filhos pequenos para o SDO? Gente vindo de outros estados sós ou acompanhados para rever a alma mater. O que é isso? Alguém explica?

Deve ser o corredor interminável.

Acabou.

Até mais.

Fernando Faria Coelho de Souza, ELE-59


Sábado das Origens 2010

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